terça-feira, 31 de agosto de 2010

Falsos Discursos!

O pior cego é aquele que não quer ver. Uma infeliz verdade. Vivemos um momento de grandes contradições no meio evangélico, prega-se uma coisa e vive-se outra, discursos e mais discursos e nada mais que discursos. O que está acontecendo com a igreja? Reclusa, submissa, fazendo vista grossa para assuntos e fatos tão importantes.

Abordemos um tema de grande importância dentro da igreja, MISSÕES. Conhecemos as frases: “Missões está no coração de Deus”, “Faça missões indo, orando ou contribuindo” e por ai vai, mas a realidade contradiz tudo que é dito nos púlpitos ou escrito nos murais das igrejas e faixas estendidas nos dias de “congressos missionários”. Fala-se muito de fazer missões, porque pessoas estão morrendo sem Cristo nas nações, porque Jesus nos ordenou, porque é o chamado da Igreja, etc... Promovem-se eventos nas congregações, ginásios e praças para esse fim, mas será realmente para esse fim? Pois quando olhamos mais de perto percebemos a verdadeira motivação: dinheiro, autopromoção e glorificação humana. Digo isso analisando há algum tempo certas práticas. A maioria dos cristãos gosta de eventos, e como diz certo pregador amigo meu, eventos feitos dessa maneira são é...ventos, é...ventos, ou seja, passam e vão embora e não deixam nada de significativo.

Quando convocamos os irmão de “é...ventos” para orar de madrugada pelas nações, pelos presos, doentes, ou, quando convocamos para um evangelismo no bairro de nossa cidade podemos contar nos dedos de nossas mãos aqueles que se dispões a realmente fazer o ide de Jesus (Mc 16. 15-18).

Certa vez fiz um cálculo aproximado de quantos cristãos estavam participando de um projeto de evangelismo nos bairros carente de nossa cidade, onde levamos a Palavra de Deus e também distribuímos cestas básicas, roupas e remédios. Fiquei espantado que não tivesse ali nem o dizimo (10%) dos membros das igrejas que se comprometeram com esse projeto. Entretanto essas mesmas congregações e comunidades são as que promovem eventos missionários e dizem fazer missões, com discursos como: “Vamos levar o Evangelho às nações”, “vamos pregar aos que não conhecem a Cristo”, então eu me pergunto, como podem? Se não vão aos seus vizinhos, aos pobres e necessitados próximos de suas casas. Quanta hipocrisia!

Não quero aqui generalizar, sei que não são todas as igrejas que ficam indiferentes ou fingem que fazem missões, nem todos os cristãos têm a mesma atitude, existem aqueles que são verdadeiros e vivem o que pregam. O que eu quero é externar a minha indignação e o meu pezar a respeito de tal atitude em nosso meio, bem como despertar nossos irmão para vivermos verdadeiramente em Cristo, não mais nos enganando,“E sede cumpridores da palavra, e não somente ouvintes, enganando-vos com falsos discursos”. (Tg 1.22), “Se alguém entre vós cuida ser religioso, e não refreia a sua língua, antes engana o seu coração, a religião desse é vã”.

O grande problema é que muitos cristão se escondem por trás de um texto bíblico que se encontra em Efésios, “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie” (Ef 2. 8,9). O texto é mal interpretado, ou, usado fora do contexto como pretexto para não se fazer nada, pois o apóstolo Paulo não está dizendo para os salvos em Cristo não fazerem obras porque já estão salvos pela fé, o que ele está dizendo é que a salvação não é mérito do homem, por algum “ato bom” que ele possa ter feito para merecê-la, mas é um dom de Deus dado gratuitamente ao ser humano, portanto o mérito da salvação é exclusivo do Criador.

Analisemos o seguinte texto: “Meus irmãos, que aproveita se alguém disser que tem fé, e não tiver obras? Porventura a fé pode salvá-lo? E, se o irmão ou a irmã estiverem nus, e tiverem falta de mantimento quotidiano, e algum de vós lhe disser: Ide em paz, aquentai-vos, e fartai-vos; e não lhes derdes as coisas necessárias para o corpo, que proveito virá daí? Assim também a fé, se não tiver as obras, é morta em si mesma. Mas dirá alguém: Tu tens a fé, e eu tenho as obras; mostra-me a tua fé sem as tuas obras, e eu te mostrarei a minha fé pelas minhas obras.” (Tg 2.14-18).

Será que Paulo e Tiago estão se contradizendo (Ef 2.8,9 e Tg 2.14-18)? Claro que não! Em outras palavras o que Paulo e Tiago estão dizendo é que, o cristão faz obras não para ser salvo, mas porque já está salvo, isto é, porque fui alcançado pela graça do Senhor Jesus, sou movido pelo Espírito Santo, que agora habita em mim, a servir a Deus servindo o meu próximo.
Então meu querido irmão, um cristão genuíno, nascido de novo, desejará, e, fará obras maiores para Cristo, não se acomodará não se conformará com este mundo, mas levará as boas novas do Senhor aos perdidos, alimentará aos famintos, vestirá aos que estiverem nus, darão água aos que estiverem com sede, visitarão aos presos nas prisões e as viúvas nas suas tribulações.

Oremos ao Senhor para que nos desperte e nos oriente para fazermos aquilo que lhe aprouve, que levante homens e mulheres cheios do Seu Espírito para falarem e viverem a verdade, conduzindo outros a esse mesmo estilo de vida, uma vide abundante em Cristo Jesus.
Shalom aleikhem!

domingo, 8 de agosto de 2010

Arrependimento e Confissão


Atrativos da Unção do Espírito Santo (Isaías 6.1-8) 

Não existe Unção espiritual sem confissão integral de pecados; não existe confissão integral de pecaos sem um genuíno arrependimento. Se desejarmos algo novo em nossos dias (curas, maravilhas, revelações, profecias e interpretações, além de muitas almas realmente convencidas pelo poder do Espírito Santo), como a atuação constante do poderoso fogo de Deus sobre nossas vidas - Atos 2.4, necessitamos desesperadamente de um genuíno arrependimento.

A palavra arrependimento significa “pesar do que se fez ou pensou; sentimento; dor; contrição; mudança de opinião”. Arrepender-se, portanto, indica um sentimento interior de tal profundidade, que gera, nas atitudes do arrependido, uma mudança radical, conduzindo-o a um novo caminho de vida. Não existe a mínima possibilidade do homem afirmar que está arrependido em seu coração, sem exercer atitudes positivas desde então. A confissão, entretanto, é o primeiro passo ativo desta transformação interior.

O genuíno arrependimento é algo prioritariamente necessário para que Deus irrompa sobre o crente o Seu poder e a Sua Unção. O maior atrativo da Unção espiritual é o verdadeiro arrependimento, pois além de renovar o ser humano através do perdão divino, o prepara como um vaso para receber a Unção do Espírito e ser usado em santidade e autoridade. “Se o Meu povo, que se chama pelo Meu Nome, se humilhar, orar e Me buscar, e se converter dos seus maus caminhos, então Eu ouvirei dos céus, perdoareis os seus pecados e sararei a sua terra. Estarão abertos os Meus ouvidos e os Meus olhos à oração que se faz neste lugar” - II Cr 7.14,15.

Temos buscado incessantemente algo novo que recheie nosso coração e satisfaça nossa alma, a fim de permanecermos firmes na presença do Senhor. Porém, como Deus é Santo e não compactua com o pecado (ainda que ame o pecador), e nós insistimos em não remover (ou, sempre recolocar!) as “poeiras espirituais” em nossas atitudes, permanecemos com aquele “ar de quem acredita que um dia tudo irá mudar”, e "recebemos" algo novo e radiante, todavia nada de anormal acontece.

Deus é Santo, e para nos achegarmos à Ele carecemos de uma prerrogativa vital; andarmos (e permanecermos) em santificação. Para nos encontrar neste estado que favorece nossa comunhão com Deus Pai, precisamos tomar urgentemente quatro passos iniciais:

1º - Confessar os pecados praticados
2º - Se humilhar na presença de Deus
3º - Converter (voltar) dos nossos maus caminhos – Arrependimento!
4º - Buscar a Deus permanentemente

Nossa maior necessidade hoje, não é a de receber curas físicas ou prosperidade, nem mesmo ganhar o mundo inteiro para Cristo, ou mesmo a restauração familiar, mas um estado de santificação que atraia a Unção e os dons espiritual, derramando sobre nós o poder que mudará a nossa geração; o restante, doravante nos será acrescentado!

A Unção Fará a Diferença!

Reavivamento espiritual significa “tornar a ter a vida de Deus no espírito; voltar a viver em espírito”. É rejeitar todo tipo de empecilho que trave o recebimento do genuíno avivamento espiritual, e isto, só será derramado sobre nós se fizermos o que nos foi proposto acima. Caso contrário, nossa vida não irá passar do que tem sido.

Carecemosde um Genuíno Arrependimento

Pessoalmente, eu não creio em lágrimas de arrependimento sem mudança de atitudes. Creio no arrependimento que traz mudanças claras e uma nova vida, e finalmente atrai a Unção do Espírito Santo.

Verdade é, entretanto, que tenho visto a “decisões" e "falsas conversões" de muitos que, após suas enganosas encenações, retomam as rédeas do pecado, tornando-se cauterizados na consciência e se afastando a cada vez da gloriosa salvação, posto que não vivenciaram a experiência do novo nascimento em Cristo, o que é conseqüência do genuíno arrependimento e entrega gradual e completa.

O Genuíno Arrependimento Atrai a Unção do Espírito Santo! 

II Crônicas 7.14,15; 30.9 – Resposta às Orações
Isaías 6.5 a 8; 55.7 – Perdão dos Pecados confessados e deixados
Ezequiel 18.21 – Nova Vida
Mateus 5.4 – Consolo
Atos 2.38 – Unção do Espírito Santo na Vida

Como saber que eu me arrependi verdadeiramente? Quando eu não busco mais satisfazer os desejos da minha alma; aqueles que praticava antes e que tiravam a minha paz interior, pois sabemos quando pecamos ou quando erramos; o Espírito testifica em nosso espírito humano claramente! Quando eu resisto e rejeito toda oferta do pecado, até que consiga me ver livre deles, através da submissão à Palavra de Deus e da minha resistência contra o diabo, entregando-me aos cuidados dAquele que tão somente pode nos ajudar nesta batalha.

Deus é Santo, e quando eu não me disponho a andar como Ele andou (“Aquele que diz que permanece nEle, esse deve também andar como Ele andou” - I João 2.6), automaticamente há uma anulação do temor no meu coração, e então passo a viver praticando o pecado (praticar quer dizer “buscar uma oportunidade para realizar”), me afastando mais e mais do Senhor Jesus.

Enquanto não recebermos a Revelação da Santidade absoluta de Deus Pai em nosso espírito (não apenas na letra da Bíblia, mas no espírito), continuaremos achando que aquelas “poeirinhas espirituais” (pecados classificados por nós como “isso não tem nada haver!”) o engano irá sugar nossa saúde espiritual, e continuaremos a mendigar as migalhas que caem sobre o chão, enquanto o Grande Rei nos espera à Mesa, para um Grande Banquete...

Que possamos, neste dia, sentir o genuíno arrependimento, a ponto de termos uma vontade enorme de confessar ao Senhor e nos converter, a fim de recebermos a Unção do Espírito Santo.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Obstáculos ao Reavivamento

Só há um obstáculo que pode bloquear o canal de bênção e desfrutar o poder de Deus. Esse empecilho chama-se PECADO. O pecado é a grande barreira. Só o pecado pode impedir a atuação do Espírito e barrar o reavivamento espiritual. Leia Salmos 66.18, Isaias 59.1,2. Aí está, pois, a grande barreira: o pecado. É preciso derrubá-la. Não há outra alternativa. Não pode haver a menor transigência com o pecado. Deus não operará enquanto houver iniqüidade encoberta.

Ora, é absolutamente necessário que erradiquemos os nossos pecados, um por um, eliminando cada um deles separadamente. Para tanto, façamos a nós mesmos as perguntas descriminadas a seguir:

Tenho perdoado a todos? Há em mim alguma malícia, algum despeito ou ódio? Violenta inimizade em meu coração?Conservo ressentimentos ou tenho recusado a reconciliar-me com alguém?

Fico irritado? Em meu peito ferve a cólera? É verdade que ainda perco a paciência? A ira, ocasionalmente, me arrasta por onde ela bem entende?

Há algum resquício de inveja em mim? Quando alguém é preferido, e eu desprezado, sinto-me degradado, cheio de despeito? Tenho inveja daqueles que sabem orar? Falar ou fazer muitas coisas melhor do que eu?

Perco a paciência e fico irritado? As pequeninas coisas me irritam e aborrecem? Ou antes me mantenho sempre gentil, calmo e imperturbável em todas as circunstâncias?

Sinto-me ofendido com facilidade? Quando os outros deixam de notar minha presença ou passam por mim sem dirigir-me a palavra, fico ofendido? Se a outros é atribuída grande honra, ao passo que eu sou negligenciado, como me sinto?

Há algum orgulho em meu coração? Fico soberbo? Dou excessiva importância a minha posição e realização pessoal?

Tenho sido desonesto? Meus negócios são francos e estão acima de suspeitas? Nosso metro tem centímetros e nosso quilograma tem mil gramas? Trabalho oito horas honestamente? Pago um salário honesto a meus empregados?

Tenho sido bisbilhoteiro? Fiz fofoca de meu próximo cm alguém? Tenho caluniado o caráter alheio? Ajudei a espalhar histórias falsas sobre outras pessoas e me intrometo nas questões alheias?

Critico os outros sem amor, com violência e perversamente? Vivo encontrando faltas nos outros?

Roubo a Deus? Tenho roubado o tempo que pertence a Ele? Tenho-Lhe sonegado o dízimo?

Sou mundano? Amo o resplendor, a pompa e a imodéstia do mundo?

Tenho furtado? Porventura tenho me apossado às ocultas de pequenas coisas que não me pertencem?

Cultivo uma atitude de amargura contra os outros? Há ódio em meu coração?

Minha vida se caracteriza pela frivolidade? Minha conduta é inconveniente? Por causa de minhas ações, o mundo me considera um dos seus?

Tenho enganado a alguém e deixado de fazer restituição? Deixei-me escravizar pelo espírito de Zaqueu antes da conversão? Ou, como Zaqueu convertido, estou devolvendo as coisas – pequenas e grandes, pertencentes a outrem?

Mostro-me preocupado ou ansioso? Tenho deixado de confiar em Deus quanto as minhas necessidades temporais e espirituais? Vivo pensando nas dificuldades, antes mesmo de elas surgirem no horizonte?

Tenho sido culpado de pensamentos sensuais? Permito que minha mente acolha imaginações impuras e ímpias?

Sou veraz no que digo ou, antes, exagero as coisas, ou as diminuo, e assim transmito impressões falsas? Tenho sido mentiroso?

Sou culpado do pecado de incredulidade? A despeito de tudo quanto Deus tem feito por mim, continuo recusando-me a confiar em sua Palavra? Sou dado a murmurações e queixumes?

Tenho cometido o pecado de negligência na oração? Oro pelos outros? Quanto tempo dedico à oração? Quantas horas passo diante da televisão? Quantas horas gasto em esportes, divertimentos, lazer e outras atividades?

Estou negligenciando a Palavra de Deus? Quantos capítulos da Bíblia costumo ler diariamente? Estudo a Bíblia? Amo-a? Faço das Escrituras a fonte de meu suprimento espiritual?

Tenho deixado de confessar a Cristo abertamente? Sinto vergonha de Jesus? Mantenho a boca fechada quando cercado de pessoas sem Deus? Estou testemunhando diariamente de um salvador?

Sinto a responsabilidade pela salvação das almas? Tenho amor pelas almas perdidas? Há no meu coração alguma compaixão por aqueles que perecem?

Perdi o meu primeiro amor e não me sinto mais aquecido pelo fogo de Deus?

Esses são geralmente, s elementos que influem em nossa dedicação à obra de Deus no meio do seu povo. Sejamos honestos e apliquemos ao nosso comportamento a designação que nos cabe com toda a propriedade. “PECADO” é o vocábulo usado por Deus. Quanto mais depressa admitirmos que temos cometido pecado e estivermos dispostos a confessá-lo e abandoná-lo, mais cedo poderemos esperar que Deus nos ouça e opere com seu poder infinito.

(Extraído do livro PAIXÃO PELAS ALMAS de Oswald Smith).