Deforma que, essas características levam à formação de um indivíduo que só pensa em si mesmo, não atenta para necessidade do próximo, não se importando com o que de errado possa está acontecendo à sua volta, desde que não seja com ele, que não o prejudique, tanto faz! Está tudo bem!
Assim essa pessoa, passa a se omitir em muitos casos em
que ela poderia fazer a diferença caso agisse de maneira correta. De modo que,
a pergunta que não quer calar é: “A omissão é pecado? ”
A Bíblia nos diz em Tiago
4.17: “Portanto, comete pecado a pessoa que sabe fazer o bem e não faz” (NTLH)¹.
Em outra versão bíblica diz: ‘Portanto,
qualquer um que saiba a coisa certa a se fazer e não faz, comete pecado” (NTJ)².
Ai está a resposta! Prefiro, particularmente, o texto da
última versão (Novo Testamento Judaico – NTJ), que diz ... que saiba a coisa certa a se fazer e não faz..., porque deixa
claro que devemos fazer o que é correto, não é só fazer o bem, mas o que é
certo, o que muitas vezes pode não parecer o bem, todavia, repito deverá ser o
correto para sociedade e principalmente para Deus.
O dicionário Português define omissão como: Falha; não
fazer ou deixar de fazer alguma coisa; falta de ação no cumprimento de um
dever.
É bem verdade que a Bíblia em suas traduções para o português,
nesse texto de Tiago, não usa apalavra omissão (não conheço nenhuma tradução
que use), porém o texto é claro e podemos interpretar que aquele que sabe fazer
e tem a oportunidade de fazer algo bom e não faz praticou um ato de omissão.
Muitas pessoas, mesmo dentro da igreja têm caído no erro
de não fazer o certo, crendo que não estão pecando, fazem vista grossa para não
agirem, mas sabem o que deve ser feito, são na verdade omissas. Há aí uma
grande contradição, pois os cristãos deveriam ser os primeiros a se
manifestarem em fazer o bem.
É dever do cristão fazer o bem. A Palavra de Deus diz que
esse ato de não fazer o bem sabendo e podendo fazê-lo é pecado.
Quão terrível isso é! Pois a Bíblia é clara quando diz
que o salário do pecado e a morte (Romanos 6.23). Percebemos o quanto as
pessoas são omissas no praticar o que é certo diante do que está errado, de
forma que se elas não atentarem para isto e não se arrependerem estão perdidas.
Destarte, ações que parecem ser pequenas, insignificantes
são atitudes de bondade que Deus considera e aprova.
Por exemplo: Quando alguém pede alimento ou
roupa ou remédio e eu procuro ajudar; quando vejo alguém sendo injustiçado e procuro
defendê-lo; ou ainda, ao ajudar um cadeirante acessar um local difícil; ao
ajudar um idoso ou um cego a atravessar a rua; ao oferecer o meu carro novo
para levar um enfermo ao hospital, passar um momento ouvindo o desabafo de
alguém que está angustiado e aconselha-lo; quando prego o evangelho, etc...
Diante disso, a pergunta que devo fazer a mim mesmo é:
será que tenho praticado tais atos quando eles surgem ou tenho negligenciado
algumas dessas oportunidades?
Assim, quando olhamos mais atentos para nossas atitudes
ou falta delas, percebemos o quanto somos falhos no praticar o bem.
São muitos os que tropeçaram e estão caídos sem perceber,
pois, acham que pecado é só roubar, adulterar, prostituir-se, assassinar,
beber, mentir. Todavia, como podemos perceber no texto de Tiago 4.17, o saber
fazer o bem e não fazer (omissão) também é pecado, e, o salário do pecado é a
morte.
De modo que fica o alerta para despertarmos do sono, da
inercia física e espiritual que nos deixa parados e omissos quando se trata de fazer o bem.
Que
nos movamos a cada dia, motivados pelo amor a Deus e ao próximo, praticando o bem e atos de justiça expressando dessa forma o verdadeiro cristianismo; fazer o bem, fazer o que é certo
para glória do nosso Senhor Jesus Cristo.
Shalom Adonai.
1. NTLH - Nova Tradução na Linguagem de Hoje
2. NTJ - Novo Testamento Judaico