Olá amigos e irmãos, graça e paz!
Depois de um tempo sem postar, devido a problemas de conexão, estamos de volta, e, quero compartilhar com vocês parte de uma matéria que li na revista Palavra de Paz, que tem como tema Devassidão nos Lares, de autoria do Pr. Eli Fernandes, líder da Igreja Batista da Liberdade, SP.
Um homem beija outro homem na boca, em programa de maior audiência da Rede Globo de Televisão – BBB 10, provocando reprovação e um esboço de campanha para que os lares dos cerca de 40 milhões de evangélicos no Brasil boicotem a audiência ao citado “reality”. Em e-mail divulgado na internet, há referência à reação do diretor da Globo a essa possibilidade de boicote, afirmando que “ não teme polêmica, nem a comunidade evangélica, pois ela é desunida e omissa”.
A Globo ainda diz ter a “convicção de que a abordagem de temas de interesse social nas novelas contribui com a mobilização da sociedade”, servindo como pauta de discussão e temas à imprensa. São mesmo essas as intenções pelas quais a mídia televisiva desenvolve os temas de suas novelas? Esses temas são mesmo de interesse social, ou a mídia televisiva acaba ditando os hábitos e costumes que deseja que o povo cultive, formando, assim, as opiniões, através de um poder altamente manipulador, de acordo com o que ela julga ser verdade e da forma como deseja que os telespectadores pensem o que seja bom e honesto? O que a mídia televisiva pensa ser de bom costume é de fato uma coisa boa? Ora, não é verdade que isso, que é por ela transmitido como uma coisa boa, tem destruído muitos casamentos e não poucas famílias?
Insisto na pergunta: Estariam mesmo as novelas e os reality shows oferecendo apenas elementos à reflexão, como muitos afirmam?
A resposta é: de nenhuma forma. Eles sabem o que estão fazendo? Sabem, sim, que criaram hoje a geração da satisfação, do prazer.
Os relacionamentos de consumo imediato – amizades, casamentos etc. – são cada vez mais “transitórios, podendo ser rompidos a qualquer momento, unilateralmente”.
Acompanhem o depoimento da atriz Bruna Lombardi para o livro Evasão de Privacidade, de Palmério Dória: “Meu casamento não é uma fachada, mas, se amanhã eu tiver vontade de ir embora com outra pessoa, vou. A vida é muito curta para ser vivida sob o peso da formalidade”. O professor Lourenço Rega afirma que o paradigma nietzschiano vai se confirmando: da resignação do “tô nem aí”, da música “deixa a vida me levar”, de Zeca Pagodinho, às promiscuidades sexuais de uma nova ordem cultural, desde a vida real à virtual. Se a sexualidade for vivida, conforme os meios massivos de comunicação anunciam, ela se tornará animalesca e selvagem, fruto da vida instintiva”. Ratifica Rega.
Vejam só qual foi o tema da redação do vestibular da Unifesp de 2009 – “A Telenovela Brasileira: conscientização ou alienação?”. Quando os “de fora da igreja”, como os articulistas da Jovem Pan, denunciam dramaticamente o conteúdo de uma novela como “Viver a Vida”, cujo tema principal, mostrando de forma engraçada e aceitável, é o da traição e adultério, levando o telespectador ao absurdo de torcer para que um irmão traia o outro, ficando com sua namorada, achamos mesmo que é tão somente para levar o povo a pensar e debater? Ou é a sedimentação dessa tal nova sociedade da gratificação, que teria chegado para ficar? “A traição nessa novela é a mola mestra da máquina, todos os personagens se traem, e isso é mostrado de forma comum, simples, corriqueira”, conclui a Jovem Pan.
Já nos referimos a um estudo analisando 115 novelas transmitidas pela Globo desde 1965, encomendada pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), que propõe que há uma ligação entre as populares novelas da TV Globo e um aumento no números de divórcios no Brasil, nas últimas décadas. Na pesquisa, foi feito um cruzamento de informações extraídas de censos nos anos 70, 80 e 90 e dados sobre a expansão do sinal da Globo – cujas novelas chegavam a 98% dos municípios do país na década de 90. Seus autores, Alberto Chong e Eliana La Ferrare, afirmam que “a parcela de mulheres que se separaram ou se divorciaram aumentou significativamente depois que o sinal da Globo se tornou disponível nas cidades do Brasil”.
Essas informações, oriundas de pesquisas cientificas, são mais do que suficientes para concluirmos que as novelas fazem mais mal do que Bem.
A pesquisa concluiu ainda que “o aumento de mulheres separadas e divorciadas nas áreas municipais brasileiras está associado à exposição aos estilos de vida modernos mostrados na TV, às novas funções desempenhadas por mulheres emancipadas e à crítica aos valores tradicionais”.
Ouvi de um pai que brincava com a sua filha na sala de asa. Ela pegou dois de seus bonecos e simulou um beijo, com direito a sonoros estalos reproduzindo o barulho das línguas se entrelaçando. Ela imediatamente procurou desfazer a cara de susto e, junto com a esposa, perguntou à filha: onde você aprendeu isto? A menina respondeu: na TV. E ele pensou: “É culpa da novela? Não!!! A culpa é minha, de minha esposa, dos sogros” ( a menina fica na casa dos avós, disse ele). “Enfim , a culpa foi da família”, concluiu.
Muito se fala na banalização do sexo, da sensualidade exacerbada vistas nas novelas, da violência gratuita, da deturpação dos valores etc. Oh! Como nos lares cristãos evangélicos faz-se urgente discutir, refletir e mudar! A responsabilidade da educação dos filhos é dos pais! Você deixou para TV ou até para igreja? É dos pais, e INTRANSFERÍVEL! A Bíblia nos ensina: “instrui o menino em que deve andar e até quando envelhecer não se desviará dele”. (Pv 22.6) e “Tudo o que é justo, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude e se há algum valor, nisso pensai”. (Fp 4.9).
Que tal desligar a TV e passar um tempo com as crianças e ensinar-lhes valores, lindas histórias bíblicas! Quem coloca limites? Quem disciplina os filhos? Os pais! A ausência de limites e de valores produziu esta geração sem rumo que esta aí! Vamos mudar? Para isto é preciso coragem e muita força de vontade!
Vamos criar nossos filhos nos caminhos do Senhor, preparando-os para uma vida firmada na sã doutrina. “Como purificará o jovem o seu caminho? Observando-o de acordo com a Tua Palavra” (Sl 199.9). Reconhecemos que “somos cooperadores de Deus”. Portanto, tudo façamos para não permitir que o mal encontre guarida na intimidade de nossas residências. Amém!
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