O padre Luiz Augusto, que reunia milhares de pessoas, foi afastado de suas funções, sem explicação oficial.
Chamado de “evangelizador das multidões” e com a maior arrecadação mensal de Goiás em dízimos, além das missas concorridas, o padre liderava projetos sociais que faziam distribuição de cestas básicas, acolhia moradores de rua e ajudava dependentes químicos com parte da arrecadação.
O religioso levava alimentos, brinquedos e celebrava missas para as pessoas que moram em meio ao lixo depositado diariamente no aterro sanitário de Aparecida de Goiânia.
Após 15 anos na Sagrada Família, Luiz Augusto, teve de restringido o seu contato com os fiéis por imposição da Arquidiocese de Goiânia. Ele foi transferido de paróquia duas vezes por ordem de dom Washington Cruz, arcebispo de Goiânia, e está agora proibido de celebrar missas para o público e de participar de programas de rádio e de TV.
Segundo reportagem da Revista IstoÉ desta semana, não há um motivo claro para essa decisão. Todavia, um dos motivos para a censura é a liturgia empregada pelo sacerdote, pois ele usa a Bíblia e não os tradicionais folhetos em suas cerimônias.
No site A Redação, a leitora Jessika Vitória, que afirma conhecer o padre e seu trabalho, deixou o seguinte comentário “Só porque ele não usava folheto na missa e fazia uso da Bíblia era perseguido”.
Um sacerdote funcionário do Tribunal Eclesiástico de São Paulo, declarou: “Eu acredito que o afastamento dele deve ter partido de uma regra disciplinar do próprio bispo local.”
Segundo a arquidiocese, Luiz Augusto está passando por um processo de “correção da postura pastoral”, que incluem aconselhamentos com o bispo auxiliar de Goiânia, dom Waldemar Passini Dalbello.
Com informações da Revista IstoÉ
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