A prática de falsificar não é
nova e nem exclusiva do homem moderno, na antiguidade essa prática não era
estranha à sociedade que classificava tal ato como crime que em muitos lugares
e épocas era punido com a morte.
O renomado pastor e escritor
John MacArthur relata em um dos seus livros como era considerada a falsificação
no passado:
A
partir da invenção das moedas gregas, por volta de 600 a.C., até a introdução
do papel-moeda no século XIII na China, a falsificação sempre foi considerada
um crime grave. Historicamente, era punível com a morte na maioria das vezes.
Na América colonial, por exemplo, Benjamin Franklin imprimiu papel-moeda, que
incluía o aviso ameaçador: “A falsificação é morte”. Os anais da história inglesa
relacionam as execuções de numerosos falsificadores, a maioria dos quais foram
enforcados, e alguns queimados na estaca. Esse nível de punição pode soar cruel
aos nossos ouvidos modernos, mas o crime de falsificação foi severamente punido
por duas razões principais.
Primeiro,
a lei a considerava como uma ameaça à estabilidade econômica do Estado e o
bem-estar geral de todos os seus cidadãos. E em segundo lugar, em países como a
Inglaterra, a emissão de moeda era considerada uma prerrogativa que pertencia
apenas ao rei. Assim, a falsificação não era apenas um pequeno furto contra a
pessoa enganada que recebeu a moeda falsa, era considerada como algo muito mais
sério – um perigo para a sociedade em geral e uma traição subversiva contra a
autoridade real.
A falsificação é conceituada
da seguinte forma: é o ato de copiar ou reproduzir ou adulterar, sem autorização, documentos, produtos ou serviços, de forma a
obter vantagem, geralmente econômica (https://pt.wikipedia.org).
Código
Penal Brasileiro assim classifica esse tipo de crime: Falsificar, no todo ou em
parte, documento particular ou alterar documento particular verdadeiro (Art.
298, CP); Pena - reclusão, de 1 (um) a
5 (cinco) anos, e multa.
É
interessante ressaltar que para as leis do Brasil nesse crime não se admite a
forma culposa, ou seja, não havia no criminoso a intenção de praticar o delito.
Percebe-se,
então, que a sociedade, sempre procurou punir, e no passado mais severamente,
quem praticasse tal ato.
Definido
o conceito, punição em tempos antigos e modernos, abordemos agora essa prática
no âmbito do cristianismo.
Se
a sociedade procurou sempre punir com severidade quem cometesse crime de
falsificação, o que dizer dos que fazem isso com a palavra de Deus?
A
Bíblia nos adverte sobre o surgimento no meio do seu povo de falsos profetas,
“lobos devoradores em pele de ovelhas”. A sagrada escritura também deixa claro
a posição de Deus com relação aos que praticam tais atos.
A
verdade é que Deus irá punir com maior severidade aqueles que falsificarem a
sua Palavra.
Estamos
vivendo dias de mentiras e falsidades, inverdades e falsificações. Há uma
verdadeira pirataria nomeio evangélico, distorções da Palavra de Deus são mais
comuns do que se possa imaginar, e o pior são aceitas como verdades por aqueles
que ouvem.
Essa
prática dentro das igrejas está de acordo com o conceito acima citado, ou seja,
o evangelho oferecido é uma cópia adulterada do original, sem autorização do
autor, e com o objetivo final de obter vantagem econômica.
De
modo que esse grande problema se agiganta diante cristãos pelo fato de que hoje
pouco se dar valor ao estudo das escrituras, uma leitura rala e diária talvez
seja o que ainda acontece, mas sem nenhum interesse por parte do leitor de
aprender os princípios ali inseridos.
Assim,
a igreja evangélica caminha para uma formação similar a outras denominações que
ela veementemente repreende, ou seja, sem leitura ou estudo apurado da Bíblia,
sem sola Scriptura, praticando ecumenismo, muita ladainha, idolatria, dogmas,
etc.
A
falsificação é facilmente reconhecida quando se conhece os detalhes do
original, o exemplo são as cédulas de dinheiro, existem marcas, detalhes
específicos colocados pelo fabricante para evitar a falsificação, mas também
para que as pessoas conheçam a diferença e não sejam enganadas.
De
forma que a igreja tem sido enganada com um falso evangelho pelo fato de que os
cristãos evangélicos não estão familiarizados ou não conhecem os detalhes fundamentais
do verdadeiro.
Isso
acontece porque assim como um comerciante que recebe notas falsas achando que
são verdadeiras por não procurar conhecer as notas originais de dinheiro,
buscando informações em fontes autorizadas sobre os detalhes que as diferenciam
das falsas, os crentes são enganados aceitando um falso evangelho por não
estudar e conhecer as sagradas Escrituras, procurando se informar coma fonte
autorizada (o Espírito Santo) sobre os detalhes que as diferenciam das
falsificações.
A
Palavra de Deus já trazia um alerta ao povo de Israel que serve para nós,
quando ele diz através do profeta Oséias:
O meu povo foi destruído, porque lhe faltou o conhecimento (Os 4.6a).
A
solução para este problema está em um estudo diligente, sem pré-conceito da
Palavra de Deus, tendo apenas a Bíblia como regra de fé e autoridade, pedindo
iluminação do Espírito Santo para ver e entender o que está escrito, afinal ele
é o autor, deixando de lado conceitos humanos, “achologias”, dogmas e sofismas.
Como
bem instruiu Paulo a Timóteo:
Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa
para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça;
Para que o homem de Deus seja perfeito, e
perfeitamente instruído para toda a boa obra.
A escritura, ou melhor dizendo, o estudo diligente
dela nos conduz à revelação divina da salvação. O Evangelho puro e verdadeiro
ensinado, pregado e vivido pela igreja é o caminho que tira o homem das trevas
e o transporta para luz.
A punição? Ratifico. A Bíblia deixa claro que
haverá punição para quem adulterar a Palavra de Deus, para aqueles que falam
mentiras dizendo que é da parte de Deus. No livro de Deuteronômio, capitulo 13,
relata qual era a punição para o falso profeta que tentava enganar o povo de
Deus.
Apocalipse 22. 18,19 diz:
Porque eu testifico a todo aquele que ouvir as
palavras da profecia deste livro que, se alguém lhes acrescentar alguma coisa,
Deus fará vir sobre ele as pragas que estão escritas neste livro;
E, se alguém tirar quaisquer palavras do livro
desta profecia, Deus tirará a sua parte do livro da vida, e da cidade santa, e
das coisas que estão escritas neste livro.
Assim, entendemos que o momento pede que homens
de Deus, sinceros, conhecedores do Evangelho, idôneos, se levantem, abram a
boca e denunciem os falsos profetas e suas falsas doutrinas. Deixemos a punição
a cargo do Grande Juiz, o Senhor não deixará impune quem adulterar sua Palavra.
Voltemos ao Evangelho! E que Deus nos ajude.
Amém.
Shalom, Adonai.
REFERÊNCIAS
1. MACARTHUR,
John. Fogo Estranho, Um Olhar Questionador sobre a Operação do Espírito Santo
no Mundo de Hoje. 1.ed. Rio de Janeiro. Editora Thomas Nelson Brasil, 2015.
p.203.
2.https://pt.wikipedia.org/wiki/Falsifica
3.Código Penal Brasileiro
4.Bíblia Sagrada, versão digital, programado por Marcelo
Ribeiro de Oliveira, http//www.blasterbit.com
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