sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

FALSIFICAÇÃO



A prática de falsificar não é nova e nem exclusiva do homem moderno, na antiguidade essa prática não era estranha à sociedade que classificava tal ato como crime que em muitos lugares e épocas era punido com a morte.

O renomado pastor e escritor John MacArthur relata em um dos seus livros como era considerada a falsificação no passado:

A partir da invenção das moedas gregas, por volta de 600 a.C., até a introdução do papel-moeda no século XIII na China, a falsificação sempre foi considerada um crime grave. Historicamente, era punível com a morte na maioria das vezes. Na América colonial, por exemplo, Benjamin Franklin imprimiu papel-moeda, que incluía o aviso ameaçador: “A falsificação é morte”. Os anais da história inglesa relacionam as execuções de numerosos falsificadores, a maioria dos quais foram enforcados, e alguns queimados na estaca. Esse nível de punição pode soar cruel aos nossos ouvidos modernos, mas o crime de falsificação foi severamente punido por duas razões principais.
Primeiro, a lei a considerava como uma ameaça à estabilidade econômica do Estado e o bem-estar geral de todos os seus cidadãos. E em segundo lugar, em países como a Inglaterra, a emissão de moeda era considerada uma prerrogativa que pertencia apenas ao rei. Assim, a falsificação não era apenas um pequeno furto contra a pessoa enganada que recebeu a moeda falsa, era considerada como algo muito mais sério – um perigo para a sociedade em geral e uma traição subversiva contra a autoridade real.

A falsificação é conceituada da seguinte forma:  é o ato de copiar ou reproduzir ou adulterar, sem autorização, documentos, produtos ou serviços, de forma a obter vantagem, geralmente econômica (https://pt.wikipedia.org).

Código Penal Brasileiro assim classifica esse tipo de crime: Falsificar, no todo ou em parte, documento particular ou alterar documento particular verdadeiro (Art. 298, CP); Pena - reclusão, de 1 (um) a 5 (cinco) anos, e multa.

É interessante ressaltar que para as leis do Brasil nesse crime não se admite a forma culposa, ou seja, não havia no criminoso a intenção de praticar o delito.

Percebe-se, então, que a sociedade, sempre procurou punir, e no passado mais severamente, quem praticasse tal ato.

Definido o conceito, punição em tempos antigos e modernos, abordemos agora essa prática no âmbito do cristianismo.

Se a sociedade procurou sempre punir com severidade quem cometesse crime de falsificação, o que dizer dos que fazem isso com a palavra de Deus?

A Bíblia nos adverte sobre o surgimento no meio do seu povo de falsos profetas, “lobos devoradores em pele de ovelhas”. A sagrada escritura também deixa claro a posição de Deus com relação aos que praticam tais atos.

A verdade é que Deus irá punir com maior severidade aqueles que falsificarem a sua Palavra.

Estamos vivendo dias de mentiras e falsidades, inverdades e falsificações. Há uma verdadeira pirataria nomeio evangélico, distorções da Palavra de Deus são mais comuns do que se possa imaginar, e o pior são aceitas como verdades por aqueles que ouvem.

Essa prática dentro das igrejas está de acordo com o conceito acima citado, ou seja, o evangelho oferecido é uma cópia adulterada do original, sem autorização do autor, e com o objetivo final de obter vantagem econômica.

De modo que esse grande problema se agiganta diante cristãos pelo fato de que hoje pouco se dar valor ao estudo das escrituras, uma leitura rala e diária talvez seja o que ainda acontece, mas sem nenhum interesse por parte do leitor de aprender os princípios ali inseridos.

Assim, a igreja evangélica caminha para uma formação similar a outras denominações que ela veementemente repreende, ou seja, sem leitura ou estudo apurado da Bíblia, sem sola Scriptura, praticando ecumenismo, muita ladainha, idolatria, dogmas, etc.

A falsificação é facilmente reconhecida quando se conhece os detalhes do original, o exemplo são as cédulas de dinheiro, existem marcas, detalhes específicos colocados pelo fabricante para evitar a falsificação, mas também para que as pessoas conheçam a diferença e não sejam enganadas.

De forma que a igreja tem sido enganada com um falso evangelho pelo fato de que os cristãos evangélicos não estão familiarizados ou não conhecem os detalhes fundamentais do verdadeiro.

Isso acontece porque assim como um comerciante que recebe notas falsas achando que são verdadeiras por não procurar conhecer as notas originais de dinheiro, buscando informações em fontes autorizadas sobre os detalhes que as diferenciam das falsas, os crentes são enganados aceitando um falso evangelho por não estudar e conhecer as sagradas Escrituras, procurando se informar coma fonte autorizada (o Espírito Santo) sobre os detalhes que as diferenciam das falsificações.

A Palavra de Deus já trazia um alerta ao povo de Israel que serve para nós, quando ele diz através do profeta Oséias:  O meu povo foi destruído, porque lhe faltou o conhecimento (Os 4.6a).

A solução para este problema está em um estudo diligente, sem pré-conceito da Palavra de Deus, tendo apenas a Bíblia como regra de fé e autoridade, pedindo iluminação do Espírito Santo para ver e entender o que está escrito, afinal ele é o autor, deixando de lado conceitos humanos, “achologias”, dogmas e sofismas.

Como bem instruiu Paulo a Timóteo:

Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça;
Para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra.

A escritura, ou melhor dizendo, o estudo diligente dela nos conduz à revelação divina da salvação. O Evangelho puro e verdadeiro ensinado, pregado e vivido pela igreja é o caminho que tira o homem das trevas e o transporta para luz.

A punição? Ratifico. A Bíblia deixa claro que haverá punição para quem adulterar a Palavra de Deus, para aqueles que falam mentiras dizendo que é da parte de Deus. No livro de Deuteronômio, capitulo 13, relata qual era a punição para o falso profeta que tentava enganar o povo de Deus.

Apocalipse 22. 18,19 diz:

Porque eu testifico a todo aquele que ouvir as palavras da profecia deste livro que, se alguém lhes acrescentar alguma coisa, Deus fará vir sobre ele as pragas que estão escritas neste livro;
E, se alguém tirar quaisquer palavras do livro desta profecia, Deus tirará a sua parte do livro da vida, e da cidade santa, e das coisas que estão escritas neste livro.

Assim, entendemos que o momento pede que homens de Deus, sinceros, conhecedores do Evangelho, idôneos, se levantem, abram a boca e denunciem os falsos profetas e suas falsas doutrinas. Deixemos a punição a cargo do Grande Juiz, o Senhor não deixará impune quem adulterar sua Palavra.

Voltemos ao Evangelho! E que Deus nos ajude.
Amém.
Shalom, Adonai.





REFERÊNCIAS
1. MACARTHUR, John. Fogo Estranho, Um Olhar Questionador sobre a Operação do Espírito Santo no Mundo de Hoje. 1.ed. Rio de Janeiro. Editora Thomas Nelson Brasil, 2015. p.203.
2.https://pt.wikipedia.org/wiki/Falsifica
3.Código Penal Brasileiro
4.Bíblia Sagrada, versão digital, programado por Marcelo Ribeiro de Oliveira, http//www.blasterbit.com

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