O final do ano se aproxima, e
quando nos recordamos dos fatos que ocorreram no nosso país ficamos a pensar e
chegamos à conclusão: “Foi um ano difícil”. Sim, não foi fácil, muita coisa
veio à tona, denuncias, corrupção, tragédias, escândalos, conflitos,
manifestações, eleições...enfim, muita coisa aconteceu.
Mas alguns podem dizer: “É a
mesma coisa todo ano! ”. Algumas podem até parecer reprise, porém percebe-se
algo novo surgindo. Certos acontecimentos foram diferentes, esses
acontecimentos podem mudar o rumo da história do Brasil.
Assim, de tudo o que aconteceu
até agora, mês de dezembro, e, do quadro que se formou, o que nos assusta são
as referências que o sistema político-social do nosso país colocou (pelo menos
estão tentando colocar) como um modelo a ser aceito pela sociedade.
Essas referências, segundo
esse sistema, são o padrão representativo da beleza, liberdade e FELICIDADE.
Dito isso, vejamos dois exemplos: a
mulher mais sexy do Brasil Pabllo Vittar, um homem, (Phabullo Rodrigues da
Silva Araujo); O homem mais sexy do país Tamy, uma mulher, (Thammy Cristina
Brito de Miranda Silva), Drag Queen e transexual, respectivamente.
Os exemplos citados foram
escolhidos por esse sistema midiático com a anuência da uma sociedade manipulada
por esse mesmo sistema.
Diante de tais fatos nos parece
que o mundo pirou! Está de pernas para o ar! Como fica a cabeça das crianças e
dos jovens em formação? As lindas mulheres de verdade do nosso país, o que
pensam? Os homens, realmente homens belos desse nosso Brasil, o que sentem
diante de tamanha imposição desse sistema?
Cada um tem o direto de fazer
da vida o que quiser, não queremos entrar no mérito dessa questão. O que nos preocupa
é a referência que esses “ídolos” se tornam para essa geração e para as
futuras. Pois eles tentam passar a ideia de que a felicidade se alcança quando
se passa a viver segundo o estilo de vida que eles vendem.
O que queremos é apenas mostrar
outro caminho, o qual cremos ser o verdadeiro e que leva a verdadeira
felicidade, um caminho diferente desse apontado pelos “astros” desse mundo
moderno, que oferecem uma felicidade rápida por meios que não agradam ao criador.
Qual seria, então, o
referencial mais seguro, sem falhas, perfeito para seguir e se alcançar a
felicidade verdadeira? Só podemos
indicar com segurança apenas um: A
Bíblia Sagrada!
O Salmo primeiro nos revela
essa verdade:
1. Bem-aventurado o
varão que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos
pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores.
2. Antes, tem o seu
prazer na lei do SENHOR, e na sua lei medita de dia e de noite.
3. Pois será como a árvore
plantada junto a ribeiros de águas, a qual dá o seu fruto na estação própria, e
cujas folhas não caem, e tudo quanto fizer prosperará.
4. Não são assim os
ímpios; mas são como a moinha que o vento espalha.
5. Pelo que os ímpios
não subsistirão no juízo, nem os pecadores na congregação dos justos.
6 Porque o SENHOR
conhece o caminho dos justos; mas o caminho dos ímpios perecerá.
O
texto acima citado nos mostra que a verdadeira felicidade, duradoura, eterna,
tem uma fonte, um referencial seguro e certo, e, mesmo que alguns tenham uma
efêmera felicidade fora dela, o final será de tristeza.
O
verso 1 mostra três atitudes ou três formas de agir de uma pessoa que busca
atingir a felicidade segundo essa fonte.
Primeira,
a pessoa não segue orientação dos ímpios. Os ímpios aconselham-no a agir de
certo modo, provavelmente igual a eles, com injustiça e engano, mas tal pessoa
não ouve tal conselhos nem acolhe suas falsas sabedorias.
Segunda,
ela não se mantém no caminho dos pecadores. A pessoa bem-aventurada não vive de
acordo com os atos daqueles que vivem na prática do pecado, que desprezam os
mandamentos do Senhor, não andam com eles nem como eles permanecem, de forma
que não há comunhão entre eles. O contato do bem-aventurado com os pecadores
deve ser cuidadoso e com certo limite.
Terceira,
não se assenta na roda dos escarnecedores. Àquele que busca a verdadeira
felicidade não deve e não vai estar junto à mesa dos que zombam da verdade,
escarnecem da justiça e que de suas bocas saem apenas palavras falsas, torpes e
que não edificam. De maneira que locais como esses não são ambientes visitados
pelos bem-aventurados, eles, devem, sim, afastar-se desses locais e
cuidadosamente manter-se longe desses grupos.
Essas
três atitudes vão garantir uma parte da felicidade àqueles que rejeitam o
estilo de vida mundano. A outra parte da felicidade é alcançada quando tais
pessoas buscam conhecer a vontade de Deus, e, não só conhecê-la, mas cumpri-la.
O verso 2 vai mostrar que a
pessoa que vive uma vida verdadeiramente feliz deve além de se afastar do
caminho que leva a uma vida de felicidade fácil e rápida, também deve se
aproximar da “Lei do Senhor” para aprendê-la e cumpri-la. Essa expressão aponta para o referencial que
leva a verdadeira felicidade, ou seja, a pessoa que procura meditar de dia e de
noite nas Sagradas Escrituras está desejosa de conhecer mais a Deus. De modo
que a pessoa que assim procede estará seguindo o caminho certo para ser
bem-aventurada.
Assim, comenta sobre o verso
2, o Pr. Thomas Tronco:
A
ideia expressa pelo salmista é a de alguém que fica recitando para si, sem se
cansar, as verdades que aprendeu a fim de memorizá-las e compreendê-las. Isso e
a consequente obediência às orientações do Senhor, completam a felicidade que o
mundo não pode conhecer por seus próprios meios nem oferecer a qualquer um que
seja. (Tronco Tomas, Art. Com. Salmo 1)
O Salmista prossegue fazendo
uma analogia, comparando uma pessoa bem-aventurada a uma árvore privilegiada,
ou seja, que foi plantada junto a um ribeiro de águas. Procurando dessa forma
mostrar o resultado daqueles que buscam obedecer às ordenanças de Deus, e,
assim, se aproximar Dele, afastando-se do mal.
Essa analogia da árvore
plantada junto ao ribeiro de águas, mostra que ao estar plantada nesse local
ela está recebendo nutrientes da terra e água suficientes e necessários para o
seu desenvolvimento, assim ela produz frutos e não corre o risco de morrer de
sequidão. De igual modo a pessoa que tem como fonte de sabedoria a Bíblia Sagrada
será produtiva e dará frutos (Fruto do Espírito) para glória de Deus.
Ainda usando uma linguagem
metafórica no verso 4 o salmista compara os injustos “a moinha” (palha seca)
que o vento leva. Essa analogia dá a ideia de que assim como a palha seca é
improdutiva e pode ser facilmente levada pelo vento, igualmente as pessoas
injustas que não bebem da fonte de água viva (Jesus) também são sem vida e
tornam-se infelizes.
No versículo 5 o escritor
passa para uma linguagem concreta deixando de lado a figurada, e, apresenta o
seu ponto de vista, afirmando claramente que os ímpios não subsistirão no dia
do juízo, ou seja, eles serão condenados porque não há justificação para eles.
De igual modo, os pecadores na reunião dos justos, ou seja, não podem estar ou
permanecer na comunidade, na congregação, pois esse lugar nunca foi o lugar
deles.
Por fim o salmista conclui no
verso 6 que o fator preponderante que leva a uma felicidade duradoura, eterna
ou a uma felicidade rápida, perene é que o Senhor Deus conhece, ou melhor
traduzido, o Senhor aprova o caminho dos justos, ao passo que o caminho dos
ímpios os levará a destruição. Como bem comenta o Pr. Thomas Tronco sobre o
verso 6 do capítulo 1 do Salmo em apreço: A
ideia mais apropriada é que Deus age bem para com os seus, dando-lhes uma
felicidade eterna, destino este bem diferente do futuro dos pecadores (Tronco
Tomas, Art. Com. Salmo 1).
Assim, concluímos que a pessoa
tem duas escolhas ser bem-aventurada de forma duradoura, eterna, vivendo junto
à fonte de água viva (Jesus), ou seja, sendo orientado por Cristo, obedecendo a
sua Palavra ou ter uma felicidade efêmera que ao final trará desgosto e
tristeza, vivendo segundo os seus próprios conceitos e aderindo a um estilo de
vida mundano e destruidor.
Fuja dessa última proposta,
pois o final não será feliz. Decida hoje se entregar ao Senhor Jesus, Ele é o
nosso referencial perfeito! Só Ele pode dar a verdadeira felicidade.
Por: Romildo C. Santos
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