sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

QUE TIPO DE EVANGÉLICO VOCE É?


O EVANGELICALISMO NOS DIAS ATUAIS




O apóstolo Paulo em sua carta à igreja em Roma exorta: “Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis o vosso corpo em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Romanos 12.1,2). E Mateus no evangelho que leva o seu nome diz: “Este povo honra-me com os seus lábios, mas o seu coração está longe de mim. Mas em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos dos homens” (Mateus 15.8,9).

O mundo mudou, a vida cotidiana das pessoas hoje não é a mesma do século passado, coisas novas surgiram a sociedade evoluiu tecnologicamente, as pessoas mudaram seus hábitos e comportamentos. Nesse contexto a religião também sofreu algumas mudanças, algumas leves outras mais pesadas. De forma que a Bíblia nos alerta, nos chama a atenção para termos cuidado com as mudanças no meio em que vivemos.

Sem a pretensão de querer nesse pequeno artigo esgotar o tema em questão, iremos abordar em especial a classe evangélica, onde percebemos três tipos de pessoas que a meu ver e de outros, destacam-se nesse meio pelos seus conceitos e comportamentos.

Podemos, sem precisar ser um especialista no assunto, perceber que há uma quantidade expressiva de igrejas evangélicas que possuem características diferentes, ainda que professem a mesma fé e tenham como base as doutrinas fundamentais do cristianismo. De forma que identificamos nesse contexto três tipos de evangélicos: os legalistas, os liberais e os bíblicos.

Os legalistas são o tipo de evangélicos que defendem uma forma rígida de conduta baseada na imposição de regras e proibições fundamentadas em interpretações legalistas da lei. Assim eles formam uma imagem de um cristão que é baseada apenas na aparência externa, vivendo mais do parecer do que do ser.

Entre os legalistas estão os pentecostais que defendem a questão dos “usos e costumes”, impondo proibições aos seus adeptos, como por exemplo usar adornos, ir ao teatro ou cinema, assistir televisão ou usar bermuda, classificando tais atos ou “costumes” como sendo “mundano” ou pecado. Existem também nessa linha de pensamento os aliancistas, esses são mais rígidos ainda, proibindo até mesmo qualquer atividade em “dias santos”.

Esse tipo de evangélico é nocivo para o meio cristão, pois ele cria a ideia de que o cristão para ser santo ou santificado deve observar essas regras proibitivas, criadas pela tradição da própria denominação, ou seja, preceitos dos homens (Mt 15.9), para demonstrar uma espiritualidade que no fundo é rasa ou falsa.

Com relação a essa linha religiosa e espiritualidade bem comenta o Pr. Marcos Granconato:
“Os legalistas são especialmente perigosos porque eles criam uma caricatura do cristianismo, baseando-o numa espiritualidade meramente exterior. Essa “espiritualidade” fajuta não produz santidade alguma e, pra piorar, ainda fertiliza o terreno onde brota a hipocrisia”. (Granconato, Marcos. Pastoral. igrejaredencao.org.br).

No outro extremo desse mundo religioso estão os liberais. Esse grupo também, deve ser evitado, pois pode provocar danos a vida cristã. Esse grupo no que tange a moral religiosa e social expressa o seu pensamento da seguinte maneira: o cristão não é obrigado a seguir um padrão ético, moral, porque para eles na verdade esse padrão inexiste. Assim eles podem viver e se comportar como bem entender.

No campo teológico os evangélicos liberais se caracterizam por não terem apreço, ou apego à sã doutrina, colocando o ensino da palavra de Deus em segundo plano ou não dando a importância devida. Outra característica é que os liberais geralmente (não comumente) são engajados em atividades de assistência social, afirmando que o cristão verdadeiro é aquele que vive ativamente fazendo obras assistencialistas.

Esse tipo de “crente” comumente acusa todos os outros evangélicos, que não são iguais a eles, de religiosos ou legalistas. Também é comum eles criticarem qualquer tipo de profissão de fé, bem como àqueles que são apologistas, ou seja, buscam defender a sã doutrina ensinando e debatendo acerca dos pontos fundamentais do cristianismo. Alegam que debates para nada servem, que a igreja neotestamentária é uma instituição humana e por isso deve ser evitada.

Outro ponto importante a respeito dos liberais é que eles só aceitam as doutrinas bíblicas que lhes agradem ou interpretam-nas de forma a se adequarem ao seu modo de pensar e viver. Isso faz desse “crentes” um grupo altamente perigoso para o meio cristão e para o mundo, pois tanto vivem um evangelho falso em seu dia a dia como levam esse evangelho aos não crentes.

O terceiro tipo de evangélico é o bíblico. Esse tipo de cristão defende a Sã doutrina, reconhecendo a importância do estudo, ensino e prática da mesma. Também ama a igreja e reconhecendo-a como organismo vivo de vital importância para sociedade, bem como um instrumento que Deus criou para protege-los e ajuda-los no crescimento no serviço do Reino.

O crente bíblico reconhece sua necessidade e dependência do Senhor Jesus para salvação e, fora dele, não da igreja (instituição), não há salvação. Entende e declara que a salvação é um dom de Deus. Pele graça sois salvo... (Ef 2.8), assim não há nada que o homem faça que possa dar em troca da salvação.

O evangélico bíblico vive pela Palavra de Deus, busca diligentemente levar seus pensamentos, consciência e atitudes cativos ao trono de Deus. De forma que não se deixam levar pelos conceitos do mundo e tradições humanas, pois a sua fé e prática de vida está alicerçada em Cristo.

Percebemos, então, que existe uma certa diferença entre esses três tipos de evangélicos que identificamos hoje em dia no meio religioso. De modo que a pergunta que fica é: Qual evangélico você é?

Que a Palavra de Deus, seja sempre a bússola que nos guie pelo caminho até ao final da jornada quando nos encontraremos com o Senhor.




Por: Romildo C. Santos

Soli Deo gloria  

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