O
EVANGELICALISMO NOS DIAS ATUAIS
O apóstolo Paulo em sua carta
à igreja em Roma exorta: “Rogo-vos, pois,
irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis o vosso corpo em sacrifício
vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não vos
conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso
entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita
vontade de Deus” (Romanos 12.1,2). E Mateus no evangelho que leva o seu
nome diz: “Este povo honra-me com os seus
lábios, mas o seu coração está longe de mim. Mas em vão me adoram, ensinando
doutrinas que são preceitos dos homens” (Mateus 15.8,9).
O mundo mudou, a vida
cotidiana das pessoas hoje não é a mesma do século passado, coisas novas
surgiram a sociedade evoluiu tecnologicamente, as pessoas mudaram seus hábitos
e comportamentos. Nesse contexto a religião
também sofreu algumas mudanças, algumas leves outras mais pesadas. De forma que
a Bíblia nos alerta, nos chama a atenção para termos cuidado com as mudanças no
meio em que vivemos.
Sem a pretensão de querer
nesse pequeno artigo esgotar o tema em questão, iremos abordar em especial a
classe evangélica, onde percebemos três tipos de pessoas que a meu ver e de
outros, destacam-se nesse meio pelos seus conceitos e comportamentos.
Podemos, sem precisar ser um
especialista no assunto, perceber que há uma quantidade expressiva de igrejas
evangélicas que possuem características diferentes, ainda que professem a mesma
fé e tenham como base as doutrinas fundamentais do cristianismo. De forma que
identificamos nesse contexto três tipos de evangélicos: os legalistas, os
liberais e os bíblicos.
Os legalistas são o tipo de
evangélicos que defendem uma forma rígida de conduta baseada na imposição de
regras e proibições fundamentadas em interpretações legalistas da lei. Assim
eles formam uma imagem de um cristão que é baseada apenas na aparência externa,
vivendo mais do parecer do que do ser.
Entre os legalistas estão os
pentecostais que defendem a questão dos “usos e costumes”, impondo proibições
aos seus adeptos, como por exemplo usar adornos, ir ao teatro ou cinema,
assistir televisão ou usar bermuda, classificando tais atos ou “costumes” como
sendo “mundano” ou pecado. Existem também nessa linha de pensamento os
aliancistas, esses são mais rígidos ainda, proibindo até mesmo qualquer
atividade em “dias santos”.
Esse tipo de evangélico é
nocivo para o meio cristão, pois ele cria a ideia de que o cristão para ser santo
ou santificado deve observar essas regras proibitivas, criadas pela tradição da
própria denominação, ou seja, preceitos dos homens (Mt 15.9), para demonstrar
uma espiritualidade que no fundo é rasa ou falsa.
Com relação a essa linha
religiosa e espiritualidade bem comenta o Pr. Marcos Granconato:
“Os
legalistas são especialmente perigosos porque eles criam uma caricatura do
cristianismo, baseando-o numa espiritualidade meramente exterior. Essa
“espiritualidade” fajuta não produz santidade alguma e, pra piorar, ainda
fertiliza o terreno onde brota a hipocrisia”. (Granconato, Marcos. Pastoral. igrejaredencao.org.br).
No outro extremo desse mundo
religioso estão os liberais. Esse grupo também, deve ser evitado, pois pode
provocar danos a vida cristã. Esse grupo no que tange a moral religiosa e
social expressa o seu pensamento da seguinte maneira: o cristão não é obrigado
a seguir um padrão ético, moral, porque para eles na verdade esse padrão
inexiste. Assim eles podem viver e se comportar como bem entender.
No campo teológico os
evangélicos liberais se caracterizam por não terem apreço, ou apego à sã
doutrina, colocando o ensino da palavra de Deus em segundo plano ou não dando a
importância devida. Outra característica é que os liberais geralmente (não
comumente) são engajados em atividades de assistência social, afirmando que o
cristão verdadeiro é aquele que vive ativamente fazendo obras
assistencialistas.
Esse tipo de “crente”
comumente acusa todos os outros evangélicos, que não são iguais a eles, de
religiosos ou legalistas. Também é comum eles criticarem qualquer tipo de
profissão de fé, bem como àqueles que são apologistas, ou seja, buscam defender
a sã doutrina ensinando e debatendo acerca dos pontos fundamentais do
cristianismo. Alegam que debates para nada servem, que a igreja
neotestamentária é uma instituição humana e por isso deve ser evitada.
Outro ponto importante a
respeito dos liberais é que eles só aceitam as doutrinas bíblicas que lhes
agradem ou interpretam-nas de forma a se adequarem ao seu modo de pensar e
viver. Isso faz desse “crentes” um grupo altamente perigoso para o meio cristão
e para o mundo, pois tanto vivem um evangelho falso em seu dia a dia como levam
esse evangelho aos não crentes.
O terceiro tipo de evangélico
é o bíblico. Esse tipo de cristão defende a Sã doutrina, reconhecendo a
importância do estudo, ensino e prática da mesma. Também ama a igreja e
reconhecendo-a como organismo vivo de vital importância para sociedade, bem
como um instrumento que Deus criou para protege-los e ajuda-los no crescimento
no serviço do Reino.
O crente bíblico reconhece sua
necessidade e dependência do Senhor Jesus para salvação e, fora dele, não da igreja
(instituição), não há salvação. Entende e declara que a salvação é um dom de
Deus. Pele graça sois salvo... (Ef 2.8), assim não há nada que o homem faça que
possa dar em troca da salvação.
O evangélico bíblico vive pela
Palavra de Deus, busca diligentemente levar seus pensamentos, consciência e
atitudes cativos ao trono de Deus. De forma que não se deixam levar pelos
conceitos do mundo e tradições humanas, pois a sua fé e prática de vida está
alicerçada em Cristo.
Percebemos, então, que existe
uma certa diferença entre esses três tipos de evangélicos que identificamos
hoje em dia no meio religioso. De modo que a pergunta que fica é: Qual evangélico
você é?
Que a Palavra de Deus, seja
sempre a bússola que nos guie pelo caminho até ao final da jornada quando nos
encontraremos com o Senhor.
Por:
Romildo C. Santos
Soli Deo gloria
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