terça-feira, 17 de setembro de 2019
domingo, 8 de setembro de 2019
BENNY HINN DECLARA QUE ABANDONOU A TEOLOGIA DA PROSPERIDADE: “ESPÍRITO SANTO ESTÁ FARTO DISSO”
Benny Hinn, televangelista
neopentecostal mundialmente famoso, parece ter feito uma reflexão a partir das
críticas que recebe há anos e afirmou que “o Espírito Santo está farto” de sua
pregação da teologia da prosperidade.
O pregador, que é próximo a
pastores brasileiros que pregam a mesma mensagem de enriquecimento material, se
tornou multimilionário pregando que os cristãos têm direito a bênçãos de saúde
e riqueza e podem alcançá-las a partir de ofertar generosas – geralmente
referidas como “semeadura” – e confissões positivas.
Falando com seus seguidores
durante uma live no Facebook na segunda-feira à noite, Benny Hinn declarou que
o Evangelho “não está à venda”, segundo informações do portal The Christian
Post.
“Lamento dizer que a
prosperidade ficou um pouco louca e estou corrigindo minha própria teologia e
todos vocês precisam saber disso. Porque quando eu leio a Bíblia agora, não
vejo a Bíblia com os mesmos olhos que vi há 20 anos”, disse o televangelista.
“Acho que é uma ofensa ao
Senhor, é uma ofensa pedir US$ 1 mil de doação. Eu acho que é uma ofensa ao
Espírito Santo colocar um preço no Evangelho. Para mim chega. Nunca mais vou
pedir para você dar US$ 1.000 ou qualquer quantia, porque acho que o Espírito Santo
está farto disso. Você me ouviu?”, acrescentou Benny Hinn.
O público que acompanhava a
transmissão reagiu com euforia. “Acho que isso prejudica o Evangelho, por isso
estou fazendo essa afirmação pela primeira vez na minha vida e, francamente,
não me importo mais com o que as pessoas pensam de mim”, continuou o pregador.
“Quando eles me convidam para
o Teleton, acho que não vão mais gostar de mim. Porque quando você olhar para a
palavra de Deus… se eu ouvir mais uma vez, quebrar o ciclo de endividamento com
US$ 1.000 de doação, eu vou repreendê-los. Eu acho que está comprando o
Evangelho. Isso é comprar a bênção. Isso está entristecendo o Espírito Santo.
[…] Se você não está dando porque ama a Jesus, não se incomode em dar”,
argumentou. “Eu acho que dar se tornou um truque; está me deixando mal do
estômago”.
A rejeição total de Hinn à
teologia da prosperidade ocorre apenas dois meses depois que seu sobrinho,
Costi Hinn, revelou em seu novo livro, God, Greed, and the (Prosperity) Gospel:
How Truth Overwhelms a Life Built on Lies, como sua família explorou milhões ao
redor o mundo com a mensagem de prosperidade e frequentemente trocava os
chamados milagres por dinheiro.
“Dar a Deus era o segredo para
desbloquear seus sonhos”, escreveu Costi Hinn. “Era o segredo das promoções de
emprego. Foi o acesso à nossa conta bancária divina. Meu tio costumava contar a
história de como ele se endividou usando esse sistema de crenças. Seu sogro
havia lhe dito que, para estar livre de dívidas, ele precisava pagar a Deus.
Benny explicou que uma vez que ele começou a esvaziar sua conta bancária e a
doar dinheiro para o ministério, o dinheiro começou a aparecer em todos os
lugares!”, narrou o sobrinho do pregador, que também é pastor.
Em 2018, Benny Hinn admitiu
que, à medida que envelhecia e passava a entender mais a Bíblia, percebeu que
algumas das coisas que aprendeu com os pregadores quando era jovem não são
bíblicas, incluindo a teologia da prosperidade.
“Quanto mais você conhece a
Bíblia, mais se torna biblicamente embasado e mais equilibrado em suas opiniões
e pensamentos, porque somos influenciáveis. Quando eu era mais jovem, fui
influenciado pelos pregadores que ensinavam tudo o que ensinavam. Mas, como
vivi mais, estou pensando ‘espere um minuto, você sabe que isso não se encaixa
totalmente na Bíblia e não se encaixa com a realidade’. Então, o que é
prosperidade? Sem falta. Eu já disse isso antes”, disse Hinn.
Na mesma ocasião, ele elaborou
seu raciocínio sobre o que ele acredita que o conceito de “nenhuma falta” deve
ser interpretado: “Elias, o profeta, tinha carro? Não. Nem sequer tinha uma
bicicleta. Ele não tinha faltas. […] Jesus dirigia um carro ou morava em uma
mansão? Não. Ele não tinha falta. E os apóstolos? Nenhum entre eles tinha
faltas. Hoje, a ideia é abundância e casas palacianas, carros e contas
bancárias. O foco está errado… é muito errado”.
Em seguida, Benny Hinn afirmou
que, apesar de ter sido acusado de viver em ostentação, pilotando jatos
particulares no passado, não é assim que ele vive atualmente: “Quero dizer, me
perdoe. As pessoas me acusaram de coisas que nem são reais. Um cara escreveu um
comentário: ‘Oh, ele vale US$ 40 milhões’. Oh, como eu desejo. Eu daria tudo ao
Reino diante do Deus Todo-Poderoso. ‘Bem, ele voa em jatos particulares’. Não,
não conheço. Não tenho voado em particular, querido Deus, anos. Viajo comercial
como qualquer outra pessoa”, declarou.
FONTE: https://noticias.gospelmais.com.br
segunda-feira, 26 de agosto de 2019
A Dor e o Consolo no Crescimento
Conversei com uma pessoa que, tendo frequentado duas igrejas ao longo de um bom tempo, vive hoje afastada da comunhão por ter se decepcionado com o tratamento que recebeu de irmãos das igrejas das quais fez parte. Obviamente, eu a aconselhei mostrando que a vontade de Deus é que seus filhos congreguem como um corpo (Hb 10.25) e que, sabendo das nossas falhas e dos problemas que resultam disso, orientou-nos a ter no amor o suporte para convivermos em união (Cl 3.13), em uma atitude de verdadeira abnegação (Rm 15.1,2). Ainda assim, a vida cristã nem sempre é fácil e, muitas vezes, sucumbimos ao desânimo e à decepção. Nesse sentido, há dois tipos de desânimo.
O primeiro deles é causado pelas ações de terceiros. Há uma pequena ilustração que fala sobre os desconfortos gerados na necessária e vital convivência dos crentes: “A igreja é como um bando de porcos-espinhos durante o inverno. Eles precisam se aproximar a fim de se aquecer e não morrer de frio. O problema é que a proximidade, além de calor, promove algumas ‘espetadas’. Mas é melhor ser espetado que morrer de frio”. Isso é tão verdadeiro como verdadeira é a dor das “espetadas”. O que quero dizer é que o valor da comunhão cristã não diminui o sofrimento dos atritos dentro do corpo de Cristo. As falhas das pessoas podem causar sofrimentos em outros.
O segundo tipo de desânimo é causado pelas nossas ações pessoais. Se é ruim sofrer com a dor das “espetadas” que vêm de outros, ser aquele que “espeta” também é motivo de tristeza e desilusão. Com todo o desejo sincero que temos de servir a Deus, não é fácil olhar no espelho e ver um pecador, cheio de falhas e, pior, alguém que é causador de sofrimento nas pessoas amadas. É muito triste ser exposto diante dessa visão. Além do mais, nossas falhas precisam ser corrigidas para que cresçamos. Isso acaba por gerar novas dores, simplesmente porque não é nem um pouco fácil ter nossas falhas repreendidas pelos irmãos. O pecador que se importa com a santidade de vida e com a comunhão dos santos não deixa de sentir a dor desse processo.
Apesar da conclusão óbvia de que o sofrimento é parte da experiência eclesiástica até nosso encontro com o Redentor, o Senhor bondoso é sensível ao que sentimos e à tristeza que nos abate. Por isso, no trato com o pecado, nosso e alheio, as Escrituras sempre deixam exalar o perfume do consolo e da esperança que vem do trono do rei majestoso, que é tanto nosso Pai amado como pastor das nossas almas. O livro do profeta Isaías é um exemplo do tratamento preocupado e amoroso do nosso Deus diante da fragilidade dos seus servos.
A primeira parte do livro — capítulos 1 a 35 — tem como ênfase a acusação divina dos pecados de Israel e a garantia de que seu sistema de vida corrupto, imoral e contrário a Deus seria derrubado, havendo punição severa aos rebeldes. O problema é que nem todo mundo era rebelde. Sempre houve em Israel um remanescente fiel que confiava em Deus e que sofria com o pecado dos ímpios. Esses tinham um sofrimento duplo. Em primeiro lugar, sofriam com as injustiças dos pecadores, sendo atingidos pela ganância de homens egoístas, oprimidos pelos poderosos e abatidos pela impureza de quem devia ser luz no mundo. E, segundo, porque a punição que recairia sobre Israel atingiria a sociedade como um todo. No final das contas, as promessas de juízo e purificação da primeira parte do livro de Isaías constituíam um peso para os que temiam a Deus.
Mas o livro não para por aí. Depois de um interlúdio histórico — capítulos 36 a 39 —, a ênfase que surge a partir do capítulo 40 é a de restauração do povo de Deus pela ação do Servo que sofre por eles e do seu restabelecimento debaixo da graça e das bênçãos do Senhor. Mesmo tratando do pecado, Deus não deixa que seu povo que o ama seja abatido pela tristeza da desesperança. Ao contrário, ele consola e concede uma esperança futura que traz alento e coragem no presente. Assim, ele diz, com linguagem quase infantil: “Como pastor, apascentará o seu rebanho; entre os seus braços recolherá os cordeirinhos e os levará no seio; as que amamentam ele guiará mansamente” (Is 40.11). Que palavras doces para quem está sofrendo! É como se Deus tomasse no seu colo crianças chorosas e lhes sussurrasse aos ouvidos para trazer-lhes não apenas a certeza do cuidado, mas a paz do seu trato amoroso e suave. Que conforto é se sentir amado pelo Pai bondoso!
Por outro lado, Deus também quer garantir aos integrantes de seu povo que eles continuarão caminhando com forças que ele lhes dará: “Faz forte ao cansado e multiplica as forças ao que não tem nenhum vigor. Os jovens se cansam e se fatigam, e os moços de exaustos caem, mas os que esperam no Senhor renovam as suas forças, sobem com asas como águias, correm e não se cansam, caminham e não se fatigam” (Is 40.29-31). O Senhor garante que sua atuação sobre seus servos enfraquecidos teria neles o efeito que as asas de um pássaro têm, permitindo-lhe voar sobre os perigos e pousar adiante, em um lugar seguro e com alimentos abundantes.
Por isso, por pior que sejam as dores causadas pelo pecado, nosso e alheio, é mais do que possível encontrar em Deus o verdadeiro consolo — o colo de Deus — diante das desilusões e seguir com coragem e capacitação divina — as asas do crente — rumo à santidade requerida pelo Senhor e à comunhão do corpo de Cristo com a qual fomos abençoados, a qual nos fornece calor afável em meio ao inverno do mundo perdido.
Pr. Thomas Tronco
quinta-feira, 7 de março de 2019
3 CARACTERÍSTICAS DA PREGAÇÃO EXPOSITIVA
A pregação expositiva
autêntica é marcada por três características distintas: autoridade, reverência
e centralidade. A pregação expositiva é autoritativa porque se firma sobre a
própria autoridade da Bíblia como a palavra de Deus. Tal pregação requer e
reforça um senso de expectativa reverente por parte do povo de Deus. Por fim, a
pregação expositiva demanda uma posição central na adoração cristã e é respeitada
como o evento pelo qual a palavra viva de Deus fala com Seu povo.
Uma análise cuidadosa de nossa
era contemporânea foi feita pelo sociólogo Richard Sennet, da Universidade de
New York. Sennet nota que, em tempos passados, uma grande ansiedade da maioria
das pessoas era a perda da autoridade governamental. Hoje a mesa virou, e as
pessoas modernas ficam ansiosas por conta de qualquer autoridade sobre elas:
“Agora tememos a influência da autoridade como uma ameaça a nossas liberdades,
na família e na sociedade em geral”. Se as gerações anteriores temiam a
ausência de autoridade, hoje vemos “um medo da autoridade, quando ela existe”.
Alguns especialistas em
homilética sugerem que os pregadores deveriam simplesmente abraçar essa nova
cosmovisão e desistir de afirmar terem uma mensagem autoritativa. Aqueles que
perderam a confiança na autoridade da Bíblia como a palavra de Deus tem pouco a
dizer e nenhuma autoridade em sua mensagem. Fred Craddock, uma das figuras mais
influentes no pensamento homilético recente, descreve de forma pontual o
pregador atual como “alguém sem autoridade”. O retrato que ele pinta dos
predicados do pregador é assustador: “O velhos pregos e parafusos enferrujam no
casco enquanto o ministro tenta guiar seu povo pelas águas pantanosas das
relatividades e possibilidades”. “Não é mais possível ao pregador pressupor o
reconhecimento geral de sua autoridade como clérigo, ou a autoridade de sua
instituição, ou a autoridade da Escritura”, Craddock argumenta. Resumindo a
situação do pregador pós-moderno, ele relata que o pregador “se questiona
seriamente se deveria continuar provendo monólogos em um mundo dialógico”.
A questão óbvia a se fazer à
análise de Craddock é essa: se não temos qualquer mensagem autoritativa, por
que pregar? Sem autoridade, o pregador e a congregação estão envolvidos em uma
perda de tempo massiva. A própria ideia de que a pregação pode ser transformada
em um diálogo entre o púlpito e os bancos indica a confusão de nossa era.
Em contraste com isso está o
tom de autoridade encontrado em qualquer pregação expositiva. Como Martyn
Lloyd-Jones nota:
Qualquer estudo da história da
igreja, e particularmente qualquer estudo dos grandes períodos de reavivamento,
demonstra acima de tudo esse único fato: que a igreja cristã durante todos
esses períodos falou com autoridade. A grande característica de todos os
reavivamentos tem sido a autoridade do pregador. Parecia haver algo novo, extra
e irresistível naquilo que ele declarava em nome de Deus.
O pregador se atreve a falar
em nome de Deus. Ele sobe ao púlpito como um mordomo “dos mistérios de Deus” (1
Coríntios 4:1) e declara a verdade da palavra de Deus, proclama o poder dessa
palavra, e aplica a palavra à vida. Esse é certamente um ato audacioso. Ninguém
deveria sequer contemplar tal empreitada sem ter confiança absoluta em um
chamado divino para pregar e na autoridade imaculada das Escrituras.
Em última análise, a
autoridade suprema da pregação é a autoridade da Bíblia como palavra de Deus.
Sem essa autoridade, o pregador está nu e calado perante a congregação e o
mundo que o assiste. Se a Bíblia não é a palavra de Deus, o pregador está
envolto em um ato de auto-ilusão ou pretensão profissional.
Permanecendo na autoridade da
Escritura, o pregador declara uma verdade recebida, não uma mensagem inventada.
O ofício do ensino não é um papel de aconselhamento baseado em experiência
religiosa, mas uma função profética na qual Deus fala com seu povo.
A pregação expositiva também é
marcada pela reverência. A congregação reunida perante Esdras e os outros
pregadores demonstravam amor e reverência pela palavra de Deus (Neemias 8).
Quando o livro era lido, o povo se levantava. Esse ato de se levantar revela o
coração do povo e seu senso de expectativa conforme a palavra era lida e
pregada.
A pregação expositiva requer
uma atitude de reverência por parte da congregação. Pregação não é um diálogo,
mas envolve pelo menos duas partes – o pregador e a congregação. O papel da
congregação na pregação é de ouvir, receber e obedecer a palavra de Deus. Ao fazê-lo,
a igreja demonstra reverência pela pregação e ensino da Bíblia e entende que o
sermão traz a palavra de Cristo para perto da congregação. Isso é verdadeira
adoração.
Por falta de reverência pela
palavra de Deus, muitas congregações se veem em uma busca frenética por
significado em sua adoração. Cristãos saem do culto perguntando uns aos outros:
“você entendeu alguma coisa daquilo?”. Igrejas realizam pesquisas para medir as
expectativas: vocês gostariam de mais música? De que tipo? E teatro? Nosso pregador
é criativo o suficiente?
A pregação expositiva requer
um conjunto de questões bem diferente. Eu vou obedecer a palavra de Deus? Como
eu preciso moldar meu pensamento à Escritura? Como eu devo mudar meu
comportamento para ser plenamente obediente à palavra? Essas questões revelam
submissão à autoridade de Deus e reverência pela Bíblia como sua palavra.
De forma semelhante, o
pregador deve demonstrar sua própria reverência pela palavra de Deus ao lidar
de forma fiel e responsável com o texto. Ele não deve ser irreverente ou
casual, muito menos desrespeitoso ou arrogante. Disso estamos certos, nenhuma
congregação reverencia mais a Bíblia do que seu pregador.
Se a pregação expositiva é
autoritativa, e se demanda reverência, ela também deve estar no centro da
adoração cristã. Um culto propriamente direcionado para a honra e glória de
Deus encontrará seu centro na leitura e pregação da palavra de Deus. A pregação
expositiva não pode receber um papel secundário no ato da adoração – ela deve
ser central.
Durante a Reforma, o propósito
que movia Lutero era o de restaurar a pregação ao lugar apropriado na adoração
cristã. Se referindo ao incidente entre Maria e Marta em Lucas 10, Lutero
lembrou sua congregação e os estudantes sob ele que Jesus Cristo declarou que “uma
só coisa” é necessária, a pregação da palavra (Lucas 10:42). Assim, a
preocupação central de Lutero era de reformar a adoração nas igrejas ao
reestabelecer nelas a centralidade da leitura e pregação da palavra.
A mesma reforma é necessária
no evangelicalismo atual. A pregação expositiva deve mais uma vez ser central
na vida da igreja e central na adoração cristã. No fim, a igreja não será
julgada pelo Senhor pela qualidade de sua música, mas pela fidelidade de sua
pregação.
Quando os evangélicos de hoje
falam casualmente da distinção entre adoração e pregação (dizendo que a igreja
vai desfrutar de uma oferta de música antes de acrescentar um pouquinho de
pregação), estão acusando o golpe de sua falta de entendimento tanto de
adoração quanto do ato da pregação. Adoração não é algo que fazemos antes de
nos sentarmos para ouvir a palavra de Deus; é o ato pelo qual o povo de Deus
dirige toda sua atenção para o único vivo e verdadeiro Deus que fala com eles e
recebe seu louvor. Deus é louvado da forma mais bela quando seu povo ouve sua
palavra, ama sua palavra e obedece sua palavra.
Assim como na Reforma, o
corretivo mais importante para nossa deturpação da adoração (e defesa contra as
demandas consumistas correntes) é o retorno correto da pregação expositiva e da
leitura pública da palavra de Deus à primazia e centralidade na adoração.
Apenas assim a “joia perdida” será verdadeiramente redescoberta.
Por: Albert Mohler Jr.
Fonte: Reforma 21
sábado, 23 de fevereiro de 2019
DEMÔNIOS EXISTEM? QUEM SÃO?
A maioria das pessoas
acreditam que há um mundo espiritual, outas falam em um universo paralelo e
acreditam que nesses “mundos” existam seres espirituais ou seres que tenham
outra forma física. Acreditam ainda, que esses seres podem ser bons ou maus.
No nosso mundo é fato que há
uma variedade de religiões, e, em todas essas religiões também é sabido que
elas creem na existência de seres espirituais que são maus, perversos e que
desejam sempre causar dor e sofrimento às pessoas.
Dito isso, queremos abordar a
questão da existência desses seres segundo a visão cristã com base no que a
Bíblia diz a respeito dos demônios.
O cristianismo quando aborda
esse tema não é exceção quanto a opinião sobre a existência e o objetivo dos
demônios na terra. A diferença é que o cristianismo contém a revelação que o
próprio Deus dá a respeito desses seres espirituais.
Assim, partindo do princípio
dessa revelação, entendemos, que é somente na Bíblia que vamos encontrar a
verdade a respeito dos demônios, e, ela não deixa dúvidas sobre tema.
De forma que segundo a Sagrada
Escritura, os demônios existem (Efésios 6.12), eles são seres caídos, eles eram
originalmente anjos criados por Deus para louvor da sua glória (Neemias 9.6; Salmos
148.2,5), porém se rebelaram e agora estão nesse estado de rebelião e revolta
contra o próprio Criador.
Esse estado de rebelião aponta
para o objetivo desses seres aqui na terra, o qual é destruir a criação, atacar
e atingir a imagem de Deus no homem, assim o alvo principal deles é o homem
como sendo a imagem e semelhança de Deus.
Outra questão interessante é
sobre a hierarquia entre os demônios. A dedução que chegamos sobre essa questão
se dá pela observação que fazemos dos anjos não caídos (os que não se
rebelaram). Alguns textos bíblicos nos levam a entender que existe uma
hierarquia entre esses anjos que permaneceram fiéis a Deus.
A bíblia se refere a arcanjo,
querubins, serafins e a anjos como sendo mensageiros de Deus. Então, é possível
supormos que existe, sim, uma hierarquia entre esses seres, aja visto que essas
nomenclaturas aparentemente denotam categorias entre eles.
Vejamos o seguinte: A Sagrada
Escritura fala de um ser que ela chama de arcanjo, o Arcanjo Miguel, ele
aparece na narrativa bíblica como sendo um anjo poderoso que inclusive disputa
com Satanás pelo corpo de Moisés (Judas v.9). Há, também uma referência sobre
um anjo chamado Gabriel, que apareceu a Maria e anunciou a ela sobre o
nascimento de Jesus (Lucas 1.28-33), esse anjo é o que assiste diante de Deus,
parecendo ser uma categoria especial.
No livro de Isaias podemos ler
a respeito dos serafins que voavam ao redor do trono de Deus e que se dedicam à
adoração e ao serviço durante todo o tempo (Isaías 6.1-3). Também no livro
desse profeta há referência sobre os querubins que são chamados de anjos
protetores. E a bíblia traz várias referências mostrando os anjos como
mensageiros de Deus enviados da Sua parte para executar as suas ordens aqui na
terra.
Assim, deduzimos que, se,
entre as ordens angelicais há uma hierarquia, supondo que ela seja conforme
relatada acima, também entre os demônios deve haver uma certa ordem
hierárquica, aja visto, que Satanás tenta imitar as coisas de Deus.
Então, podemos dizer que entre
os demônios existe o principal, o maioral por assim dizer que é Satanás. O
Senhor Jesus deixou isso bem claro. Satanás também é chamado na Bíblia de
príncipe dos demônios e Belzebu (cf. Marcos 3.22-27). Ele também é chamado de
diabo (1Pedro 5.8), inimigo de Deus e inimigo de nossas almas, ficando claro
que Satanás é o líder dos demônios. Não se sabe com certeza se ele era um
arcanjo ou um querubim, todavia deveria ser um anjo de alta posição nos céus.
Abaixo de Satanás, deve haver
uma certa ordem hierárquica que não sabemos como é ou como funciona, pois, a
bíblica não fala sobre isso claramente. O que podemos deduzir pelas
adjetivações que observamos na Bíblia é que os demônios são organizados, são
poderosos, têm um objetivo, são espirituais no sentido de que não têm corpos e
são maus.
Concluímos, então, que os demônios,
à luz das Sagradas Escrituras são seres reais, que em regra não podem ser
vistos pelos olhos humanos por serem espirituais. Há uma ordem hierárquica
entre eles, de forma que são organizados e têm objetivos definidos. E ao final
da história da humanidade na terra eles serão castigados por Deus no retorno
glorioso de Jesus Cristo nosso Senhor.
Por: Romildo C. Santos
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019
QUE TIPO DE EVANGÉLICO VOCE É?
O
EVANGELICALISMO NOS DIAS ATUAIS
O apóstolo Paulo em sua carta
à igreja em Roma exorta: “Rogo-vos, pois,
irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis o vosso corpo em sacrifício
vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não vos
conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso
entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita
vontade de Deus” (Romanos 12.1,2). E Mateus no evangelho que leva o seu
nome diz: “Este povo honra-me com os seus
lábios, mas o seu coração está longe de mim. Mas em vão me adoram, ensinando
doutrinas que são preceitos dos homens” (Mateus 15.8,9).
O mundo mudou, a vida
cotidiana das pessoas hoje não é a mesma do século passado, coisas novas
surgiram a sociedade evoluiu tecnologicamente, as pessoas mudaram seus hábitos
e comportamentos. Nesse contexto a religião
também sofreu algumas mudanças, algumas leves outras mais pesadas. De forma que
a Bíblia nos alerta, nos chama a atenção para termos cuidado com as mudanças no
meio em que vivemos.
Sem a pretensão de querer
nesse pequeno artigo esgotar o tema em questão, iremos abordar em especial a
classe evangélica, onde percebemos três tipos de pessoas que a meu ver e de
outros, destacam-se nesse meio pelos seus conceitos e comportamentos.
Podemos, sem precisar ser um
especialista no assunto, perceber que há uma quantidade expressiva de igrejas
evangélicas que possuem características diferentes, ainda que professem a mesma
fé e tenham como base as doutrinas fundamentais do cristianismo. De forma que
identificamos nesse contexto três tipos de evangélicos: os legalistas, os
liberais e os bíblicos.
Os legalistas são o tipo de
evangélicos que defendem uma forma rígida de conduta baseada na imposição de
regras e proibições fundamentadas em interpretações legalistas da lei. Assim
eles formam uma imagem de um cristão que é baseada apenas na aparência externa,
vivendo mais do parecer do que do ser.
Entre os legalistas estão os
pentecostais que defendem a questão dos “usos e costumes”, impondo proibições
aos seus adeptos, como por exemplo usar adornos, ir ao teatro ou cinema,
assistir televisão ou usar bermuda, classificando tais atos ou “costumes” como
sendo “mundano” ou pecado. Existem também nessa linha de pensamento os
aliancistas, esses são mais rígidos ainda, proibindo até mesmo qualquer
atividade em “dias santos”.
Esse tipo de evangélico é
nocivo para o meio cristão, pois ele cria a ideia de que o cristão para ser santo
ou santificado deve observar essas regras proibitivas, criadas pela tradição da
própria denominação, ou seja, preceitos dos homens (Mt 15.9), para demonstrar
uma espiritualidade que no fundo é rasa ou falsa.
Com relação a essa linha
religiosa e espiritualidade bem comenta o Pr. Marcos Granconato:
“Os
legalistas são especialmente perigosos porque eles criam uma caricatura do
cristianismo, baseando-o numa espiritualidade meramente exterior. Essa
“espiritualidade” fajuta não produz santidade alguma e, pra piorar, ainda
fertiliza o terreno onde brota a hipocrisia”. (Granconato, Marcos. Pastoral. igrejaredencao.org.br).
No outro extremo desse mundo
religioso estão os liberais. Esse grupo também, deve ser evitado, pois pode
provocar danos a vida cristã. Esse grupo no que tange a moral religiosa e
social expressa o seu pensamento da seguinte maneira: o cristão não é obrigado
a seguir um padrão ético, moral, porque para eles na verdade esse padrão
inexiste. Assim eles podem viver e se comportar como bem entender.
No campo teológico os
evangélicos liberais se caracterizam por não terem apreço, ou apego à sã
doutrina, colocando o ensino da palavra de Deus em segundo plano ou não dando a
importância devida. Outra característica é que os liberais geralmente (não
comumente) são engajados em atividades de assistência social, afirmando que o
cristão verdadeiro é aquele que vive ativamente fazendo obras
assistencialistas.
Esse tipo de “crente”
comumente acusa todos os outros evangélicos, que não são iguais a eles, de
religiosos ou legalistas. Também é comum eles criticarem qualquer tipo de
profissão de fé, bem como àqueles que são apologistas, ou seja, buscam defender
a sã doutrina ensinando e debatendo acerca dos pontos fundamentais do
cristianismo. Alegam que debates para nada servem, que a igreja
neotestamentária é uma instituição humana e por isso deve ser evitada.
Outro ponto importante a
respeito dos liberais é que eles só aceitam as doutrinas bíblicas que lhes
agradem ou interpretam-nas de forma a se adequarem ao seu modo de pensar e
viver. Isso faz desse “crentes” um grupo altamente perigoso para o meio cristão
e para o mundo, pois tanto vivem um evangelho falso em seu dia a dia como levam
esse evangelho aos não crentes.
O terceiro tipo de evangélico
é o bíblico. Esse tipo de cristão defende a Sã doutrina, reconhecendo a
importância do estudo, ensino e prática da mesma. Também ama a igreja e
reconhecendo-a como organismo vivo de vital importância para sociedade, bem
como um instrumento que Deus criou para protege-los e ajuda-los no crescimento
no serviço do Reino.
O crente bíblico reconhece sua
necessidade e dependência do Senhor Jesus para salvação e, fora dele, não da igreja
(instituição), não há salvação. Entende e declara que a salvação é um dom de
Deus. Pele graça sois salvo... (Ef 2.8), assim não há nada que o homem faça que
possa dar em troca da salvação.
O evangélico bíblico vive pela
Palavra de Deus, busca diligentemente levar seus pensamentos, consciência e
atitudes cativos ao trono de Deus. De forma que não se deixam levar pelos
conceitos do mundo e tradições humanas, pois a sua fé e prática de vida está
alicerçada em Cristo.
Percebemos, então, que existe
uma certa diferença entre esses três tipos de evangélicos que identificamos
hoje em dia no meio religioso. De modo que a pergunta que fica é: Qual evangélico
você é?
Que a Palavra de Deus, seja
sempre a bússola que nos guie pelo caminho até ao final da jornada quando nos
encontraremos com o Senhor.
Por:
Romildo C. Santos
Soli Deo gloria
terça-feira, 1 de janeiro de 2019
REFERENCIAL PARA A FELICIDADE: Um breve comentário do Salmo 1
O final do ano se aproxima, e
quando nos recordamos dos fatos que ocorreram no nosso país ficamos a pensar e
chegamos à conclusão: “Foi um ano difícil”. Sim, não foi fácil, muita coisa
veio à tona, denuncias, corrupção, tragédias, escândalos, conflitos,
manifestações, eleições...enfim, muita coisa aconteceu.
Mas alguns podem dizer: “É a
mesma coisa todo ano! ”. Algumas podem até parecer reprise, porém percebe-se
algo novo surgindo. Certos acontecimentos foram diferentes, esses
acontecimentos podem mudar o rumo da história do Brasil.
Assim, de tudo o que aconteceu
até agora, mês de dezembro, e, do quadro que se formou, o que nos assusta são
as referências que o sistema político-social do nosso país colocou (pelo menos
estão tentando colocar) como um modelo a ser aceito pela sociedade.
Essas referências, segundo
esse sistema, são o padrão representativo da beleza, liberdade e FELICIDADE.
Dito isso, vejamos dois exemplos: a
mulher mais sexy do Brasil Pabllo Vittar, um homem, (Phabullo Rodrigues da
Silva Araujo); O homem mais sexy do país Tamy, uma mulher, (Thammy Cristina
Brito de Miranda Silva), Drag Queen e transexual, respectivamente.
Os exemplos citados foram
escolhidos por esse sistema midiático com a anuência da uma sociedade manipulada
por esse mesmo sistema.
Diante de tais fatos nos parece
que o mundo pirou! Está de pernas para o ar! Como fica a cabeça das crianças e
dos jovens em formação? As lindas mulheres de verdade do nosso país, o que
pensam? Os homens, realmente homens belos desse nosso Brasil, o que sentem
diante de tamanha imposição desse sistema?
Cada um tem o direto de fazer
da vida o que quiser, não queremos entrar no mérito dessa questão. O que nos preocupa
é a referência que esses “ídolos” se tornam para essa geração e para as
futuras. Pois eles tentam passar a ideia de que a felicidade se alcança quando
se passa a viver segundo o estilo de vida que eles vendem.
O que queremos é apenas mostrar
outro caminho, o qual cremos ser o verdadeiro e que leva a verdadeira
felicidade, um caminho diferente desse apontado pelos “astros” desse mundo
moderno, que oferecem uma felicidade rápida por meios que não agradam ao criador.
Qual seria, então, o
referencial mais seguro, sem falhas, perfeito para seguir e se alcançar a
felicidade verdadeira? Só podemos
indicar com segurança apenas um: A
Bíblia Sagrada!
O Salmo primeiro nos revela
essa verdade:
1. Bem-aventurado o
varão que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos
pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores.
2. Antes, tem o seu
prazer na lei do SENHOR, e na sua lei medita de dia e de noite.
3. Pois será como a árvore
plantada junto a ribeiros de águas, a qual dá o seu fruto na estação própria, e
cujas folhas não caem, e tudo quanto fizer prosperará.
4. Não são assim os
ímpios; mas são como a moinha que o vento espalha.
5. Pelo que os ímpios
não subsistirão no juízo, nem os pecadores na congregação dos justos.
6 Porque o SENHOR
conhece o caminho dos justos; mas o caminho dos ímpios perecerá.
O
texto acima citado nos mostra que a verdadeira felicidade, duradoura, eterna,
tem uma fonte, um referencial seguro e certo, e, mesmo que alguns tenham uma
efêmera felicidade fora dela, o final será de tristeza.
O
verso 1 mostra três atitudes ou três formas de agir de uma pessoa que busca
atingir a felicidade segundo essa fonte.
Primeira,
a pessoa não segue orientação dos ímpios. Os ímpios aconselham-no a agir de
certo modo, provavelmente igual a eles, com injustiça e engano, mas tal pessoa
não ouve tal conselhos nem acolhe suas falsas sabedorias.
Segunda,
ela não se mantém no caminho dos pecadores. A pessoa bem-aventurada não vive de
acordo com os atos daqueles que vivem na prática do pecado, que desprezam os
mandamentos do Senhor, não andam com eles nem como eles permanecem, de forma
que não há comunhão entre eles. O contato do bem-aventurado com os pecadores
deve ser cuidadoso e com certo limite.
Terceira,
não se assenta na roda dos escarnecedores. Àquele que busca a verdadeira
felicidade não deve e não vai estar junto à mesa dos que zombam da verdade,
escarnecem da justiça e que de suas bocas saem apenas palavras falsas, torpes e
que não edificam. De maneira que locais como esses não são ambientes visitados
pelos bem-aventurados, eles, devem, sim, afastar-se desses locais e
cuidadosamente manter-se longe desses grupos.
Essas
três atitudes vão garantir uma parte da felicidade àqueles que rejeitam o
estilo de vida mundano. A outra parte da felicidade é alcançada quando tais
pessoas buscam conhecer a vontade de Deus, e, não só conhecê-la, mas cumpri-la.
O verso 2 vai mostrar que a
pessoa que vive uma vida verdadeiramente feliz deve além de se afastar do
caminho que leva a uma vida de felicidade fácil e rápida, também deve se
aproximar da “Lei do Senhor” para aprendê-la e cumpri-la. Essa expressão aponta para o referencial que
leva a verdadeira felicidade, ou seja, a pessoa que procura meditar de dia e de
noite nas Sagradas Escrituras está desejosa de conhecer mais a Deus. De modo
que a pessoa que assim procede estará seguindo o caminho certo para ser
bem-aventurada.
Assim, comenta sobre o verso
2, o Pr. Thomas Tronco:
A
ideia expressa pelo salmista é a de alguém que fica recitando para si, sem se
cansar, as verdades que aprendeu a fim de memorizá-las e compreendê-las. Isso e
a consequente obediência às orientações do Senhor, completam a felicidade que o
mundo não pode conhecer por seus próprios meios nem oferecer a qualquer um que
seja. (Tronco Tomas, Art. Com. Salmo 1)
O Salmista prossegue fazendo
uma analogia, comparando uma pessoa bem-aventurada a uma árvore privilegiada,
ou seja, que foi plantada junto a um ribeiro de águas. Procurando dessa forma
mostrar o resultado daqueles que buscam obedecer às ordenanças de Deus, e,
assim, se aproximar Dele, afastando-se do mal.
Essa analogia da árvore
plantada junto ao ribeiro de águas, mostra que ao estar plantada nesse local
ela está recebendo nutrientes da terra e água suficientes e necessários para o
seu desenvolvimento, assim ela produz frutos e não corre o risco de morrer de
sequidão. De igual modo a pessoa que tem como fonte de sabedoria a Bíblia Sagrada
será produtiva e dará frutos (Fruto do Espírito) para glória de Deus.
Ainda usando uma linguagem
metafórica no verso 4 o salmista compara os injustos “a moinha” (palha seca)
que o vento leva. Essa analogia dá a ideia de que assim como a palha seca é
improdutiva e pode ser facilmente levada pelo vento, igualmente as pessoas
injustas que não bebem da fonte de água viva (Jesus) também são sem vida e
tornam-se infelizes.
No versículo 5 o escritor
passa para uma linguagem concreta deixando de lado a figurada, e, apresenta o
seu ponto de vista, afirmando claramente que os ímpios não subsistirão no dia
do juízo, ou seja, eles serão condenados porque não há justificação para eles.
De igual modo, os pecadores na reunião dos justos, ou seja, não podem estar ou
permanecer na comunidade, na congregação, pois esse lugar nunca foi o lugar
deles.
Por fim o salmista conclui no
verso 6 que o fator preponderante que leva a uma felicidade duradoura, eterna
ou a uma felicidade rápida, perene é que o Senhor Deus conhece, ou melhor
traduzido, o Senhor aprova o caminho dos justos, ao passo que o caminho dos
ímpios os levará a destruição. Como bem comenta o Pr. Thomas Tronco sobre o
verso 6 do capítulo 1 do Salmo em apreço: A
ideia mais apropriada é que Deus age bem para com os seus, dando-lhes uma
felicidade eterna, destino este bem diferente do futuro dos pecadores (Tronco
Tomas, Art. Com. Salmo 1).
Assim, concluímos que a pessoa
tem duas escolhas ser bem-aventurada de forma duradoura, eterna, vivendo junto
à fonte de água viva (Jesus), ou seja, sendo orientado por Cristo, obedecendo a
sua Palavra ou ter uma felicidade efêmera que ao final trará desgosto e
tristeza, vivendo segundo os seus próprios conceitos e aderindo a um estilo de
vida mundano e destruidor.
Fuja dessa última proposta,
pois o final não será feliz. Decida hoje se entregar ao Senhor Jesus, Ele é o
nosso referencial perfeito! Só Ele pode dar a verdadeira felicidade.
Por: Romildo C. Santos
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