segunda-feira, 27 de julho de 2020

A Criação do Homem

E disse Deus: "Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; e domine sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre o gado, e sobre toda a terra, e sobre todo réptil que se move sobre a terra." (Gênesis 1.26)


  O texto de bíblico acima relata a criação do primeiro homem (Adão), do qual descende toda a raça humana sobre a terra. Quando lemos essa passagem uma pergunta vem à nossa mente: "De que maneira fomos criados à imagem de Deus, o Criador?". Antes de respondermos a questão é preciso levar em consideração o ser de Deus, quem Ele é, pelo menos no que a Bíblia nos revela sobre Ele.

  As Sagradas Escrituras dizem algo importante e fundamental sobre Deus, assim está escrito: "Deus é espírito..." (João 4.24a). O apóstolo Paulo também faz essa afirmação: "O Senhor é o Espírito..." (2Co 3.17a). De maneira que essas declarações nos levam a concluir que Deus não tem forma, ou seja, não tem corpo físico (braços, pernas, cabeça...), então, é certo que Ele não nos criou exatamente iguais a Si mensmo.


  Com base no que os textos bíblicos nos revelam sobre Deus, temos que responder a pergunta do inicio sob o prisma da divindade do Senhor. Ninguém é igual a Deus (2Sm 7.22), o Senhor Deus é único!(Dt 4.35; 6.4). Assim, nunca seremos totalmente idênticos a Ele, porém expressamos o Seu caráter quando demonstramos bondade, perdão, longaminidade, fidelidade e amor.

  Sendo mais específico, Deus criou o homem distintamente diferente dos outros seres que Ele já tinha criado, o homem foi criado para ser imortal, o Senhor fez dele uma imagem de Sua própria eternidade, ao homem foi dado privilégios e responsabilidades sobre a criação, a ele foi concedido atributos divinos e liberdade de escolha (antes da "queda"), de forma que ele possuia várias características semelhantes a do seu Criador.

  Quando Deus diz "...à nossa imagem..." isso determinou algo peculiar que, de todas as criaturas, só o homem (Adão) tinha o privilégio, a saber, um relacionamento ímpar com Deus. Isso implica que ao homem como ser vivo foi concedida a capacidade por meio dos atributos divinos de se comunicar com o Senhor Deus. No que tange ao discernimento, o homem dotado de racionalidade, era semelhante a Deus justamente porque era capaz de raciocinar, tinha intelecto, vontade e sentimento. No aspecto moral, se assemelhava a Deus porque era bom e sem pecado.

  A queda do representante da humanidade (Adão), mudou alguns aspectos da imagem e semelhança com o Seu Criador, ele perdeu privilégios, o seu relacionamento peculiar com o Pai foi um deles; o seu trabalho e sustento agora seria algo pesado e sofrido; não mais seria eterno sobre a terra, ele agora iria morrer. Porém o Senhor em sua infinita misericódia e compaixão além de propiciar a redenção do homem lhe permitiu ficar com certos atributos que mesmo em sua forma decadente poderia ser restaurados e usados para novamente se relacionar com o Seu Criador.

  O pecado foi e é uma tragédia para a humanidade, o que era perfeito tornou-se imperfeito, o que era semelhante tornou-se quase que irreconhecível. Todavia, pela misericódia de Deus, ainda possuímos mesmo que desfigurada pelo pecado certos resquícios da imagem e semelhança do Criador. E pela Graça que nos foi concedida por Cristo Jesus, essa imagem e semelhança em nós pode ser restaurada, criada de novo. Paulo em sua segunda carta aos corítios diz: "Portanto, se alguém está em Cristo, é nova criação; as coisas antigas já passaram, eis que tudo se fez novo!" (2Co 5.17 - KJA)

 O nosso Senhor Jesus, quando foi desfigurado no seu martírio e cruscificação, operou a "reconfiguração" de nossa imagem diante do Pai, agora podemos ser a imagem e semelhança perfeita de Deus em Cristo Jesus, pois ele é a imagem de Deus Pai. Jesus e Deus são UM (Jo 17.22), assim, aquele que é um com Cristo é também um com Deus o Criador (Jo 17.21; Gl 3.28). De forma que agora podemos verdadeiramente expressar as características que nos assemelham a Deus.

  Então, pois, lovemos a Deus por tamanha graça, sejamos perfeitos em amor como o Pai que está nos céus (Mt 5.48) com a ajuda do Espírito Santo para glória de Cristo Jesus. 

  Amem!!!



Por: Romildo C. Santos


O Evangelho de Marcos

Marcos 4. 13-20

13 Então Jesus lhes perguntou: "Vocês não entendem esta parábola? Como, então, compreenderão todas as outras parábolas?
14 O semeador semeia a palavra.
15 Algumas pessoas são como a semente à beira do caminho, onde a palavra é semeada. Logo que a ouvem, Satanás vem e retira a palavra nelas semeada.
16 Outras, como a semente lançada em terreno pedregoso, ouvem a palavra e logo a recebem com alegria.
17 Todavia, visto que não têm raiz em si mesmas, permanecem por pouco tempo. Quando surge alguma tribulação ou perseguição por causa da palavra, logo a abandonam.
18 Outras ainda, como a semente lançada entre espinhos, ouvem a palavra;
19 mas quando chegam as preocupações desta vida, o engano das riquezas e os anseios por outras coisas, sufocam a palavra, tornando-a infrutífera.
20 Outras pessoas são como a semente lançada em boa terra: ouvem a palavra, aceitam-na e dão uma colheita de trinta, sessenta e até cem por um".

18. OUVINTES QUE NÃO COMPREENDEM A MENSAGEM

O mundo como sociedade hoje não está muito diferente daqueles dias em que Jesus pisou a terra no que tange entender a mensagem do evangelho. Para essa geração a Bíblia é ultrapassada, um livro antigo que não se encaixa nesse tempo moderno.

13. A pergunta de Jesus é um chamado a reflexão dos seus ouvintes, que não conseguiam entender uma explicação simples sobre o Reino de Deus. Como então compreenderiam coisas mais complexas?  A resposta a essa indagação é que as pessoas daquela época, assim como muitas hoje, estavam com seus corações endurecidos, ocupadas em demasia com as coisas do mundo, desejosos por satisfazer a carne, de tal forma que estavam cegos e não podiam ver e nem compreender os princípios ensinado por Cristo.

14-20. Jesus então, cheio de compaixão pelos seus, passa a ensinar, a revelar, o que significava cada elemento que constituía a parábola, explicando detalhadamente a analogia do semeador, do cominho, das aves, da semente...e tal revelação é dada apenas para alguns, àqueles que Deus escolheu.




Por: Romildo C. Santos
REFERÊNCIAS:
AME.O Livro de Marcos. Santo André, SP. Ed. Mundo Cristão. 2015.

sexta-feira, 24 de julho de 2020

O Evangelho de Marcos


Marcos 4. 1-12

1 E outra vez começou a ensinar junto ao mar, e ajuntou-se a ele grande multidão; de sorte que ele entrou e assentou-se num barco, sobre o mar; e toda a multidão estava em terra junto ao mar.
2 E ensinava-lhes muitas coisas por parábolas e lhes dizia na sua doutrina: 
3 Ouvi: Eis que saiu o semeador a semear.
4 E aconteceu que, semeando ele, uma parte da semente caiu junto ao caminho, e vieram as aves do céu e a comeram.
5 E outra caiu sobre pedregais, onde não havia muita terra, e nasceu logo, porque não tinha terra profunda.
6 Mas, saindo o sol, queimou-se e, porque não tinha raiz, secou-se.
7 E outra caiu entre espinhos, e, crescendo os espinhos, a sufocaram, e não deu fruto.
8 E outra caiu em boa terra e deu fruto, que vingou e cresceu; e um produziu trinta, outro, sessenta, e outro, cem. 
9 E disse-lhes: Quem tem ouvidos para ouvir, que ouça.
10 E, quando se achou só, os que estavam junto dele com os doze interrogaram-no acerca da parábola. 
11 E ele disse-lhes: A vós vos é dado saber os mistérios do Reino de Deus, mas aos que estão de fora todas essas coisas se dizem por parábolas, 
12 para que, vendo, vejam e não percebam; e, ouvindo, ouçam e não entendam, para que se não convertam, e lhes sejam perdoados os pecados. 

17 O REINO DE DEUS, MISTÉRIO REVELADO
Os seguidores de Jesus deveriam estar muito atentos ao que o ele ensinava, pois, a maneira que Cristo passou a ensinar as verdades do Reino de seu Pai exigiria dos ouvintes muita atenção e interesse, para não dizer iluminação divina.
Jesus foi o mestre por excelência, o maior contador de histórias do mundo. Usava as imagens com perícia e lançava mão de coisas simples para ensinar lições profundas.

1-3. O local onde Jesus apresentou uma das primeiras parábolas foi à beira-mar, que se presume seja o Mar da Galiléia. Uma multidão o apertava o que obrigou o Senhor a falar ao povo de dentro de um barco um pouco afastado da praia.

4. O solo à beira do caminho. Além de ser típico da região, o solo pode ficar endurecido com a passagem de muitos pés, assim, a semente ficou na superfície à vista de todos, e as aves a comeram. 

5, 6. O solo rochoso. Aqui não se trata de terra contendo pedras, mas uma grande rocha coberta com fina camada de terra. O calor do sol primeiro transformou esse solo em um local bom para uma rápida germinação e, a seguir, em uma área muito quente que secou a tenra plantinha. 

7. O solo com espinhos. Esses espinhos representam ervas daninhas espinhosas. Não havia arado que conseguisse arrancar as suas raízes de até trinta centímetros de profundidade. Em alguns lugares, esses espinheiros formavam uma cerca viva fechada, no meio da qual alguns pés de cereal até conseguiam crescer, mas ficavam medíocres e não carregavam a espiga.

8. O solo bom. Essa é a boa terra, a maior parte da semente foi semeada nesse tipo de solo. Vingou e cresceu. Não foi o fruto que vingou. Esses dois particípios referem-se à palavra outra, e, portanto, foi a semente que cresceu. 

9-12. O mistério. As parábolas eram o meio pelo qual Jesus passou a ensinar os mistérios Reino de Deus aos seus seguidores. O mistério é aquilo que o homem não pode conhecer à parte da revelação divina. Esse mistério é revelado a uns e ocultado a outros. As parábolas eram janelas abertas para a compreensão de uns e portas fechadas para o entendimento de outros. O mistério do reino é em última instância a mensagem total e completa do Evangelho (conf. Rm. 16:25, 26). O propósito das parábolas era instruir os neófitos sem revelar os pontos centrais da instrução àqueles que estavam de fora.



Por: Romildo C. Santos


REFERÊNCIAS:
AME.O Livro de Marcos. Santo André, SP. Ed. Mundo Cristão. 2015.
LOPES, Hernandes Dias. Comentários Expositivos Hagnos.

quinta-feira, 23 de julho de 2020

"Mas o que me der ouvidos habiará seguro, tranquilo e sem temor do mal". PROVÉRBIOS 1:33

O amor divino é declarado evidente quando brilha em meio a condenações. Oportuna é a estrela solitária que sorri através das fendas das nuvens estrondeantes; radiante é o oásis que floresce no deserto de areia; tão oportuno e tão radiante é o amor em meio à ira. Quando os israelitas provocaram o Altíssimo com sua idolatria contínua, Ele os puniu impedindo o orvalho e a chuva, de modo que sua terra fosse visitada por uma violenta inanição; mas ainda que assim tenha feito, teve o cuidado de garantir que Seus escolhidos estivessem protegidos. Se todos os outros ribeiros estiverem secos, ainda haverá um reservado para Elias; e quando isto falhar, Deus ainda preserva para ele um lugar de sustento. Deus não tinha apenas um "Elias", mas tinha um remanescente conforme a eleição da graça,  que estava escondido em grupos de cinquenta em uma caverna, e ainda que toda a nação estivesse sujeita à fome, estes grupos na caverna eram alimentados, e alimentados também com o que vinha da mesa de Acabe por Obadias, fiel mordomo de Deus temente a Ele. Extraiamos disto a conclusão: independentemente do que aconteça, o povo de Deus está seguro. Ainda que tremores balancem a Terra sólida, os céus se partam em dois, e o cristão esteja no meio da ruína dos mundos, ele estará tão seguro como na mais calma hora de descanso. Se Deus não pode salvar Seu povo debaixo do céu, os salvará no céu. Se o mundo se tornar quente demais para mantê-los, o céu, então, será o lugar de seu acolhimento e sua segurança. Tenha confiança quando ouvir sobre guerras e rumores de guerras. Não deixe que a agitação o aflija, mas reserve-se do medo e do mal. O que quer que venha sobre a terra, você estará seguro debaixo das amplas asas de Jeová. Permaneça na promessa dele; descanse em Sua fidelidade e desafie o futuro mais obscuro, pois não há nada nele tão temível para você. A sua única preocupação deveria ser demonstrar ao mundo a bem-aventurança de escutar atentamente a voz de sabedoria.




REFERÊNCIA:
Spurgeon, Charles Haddon - manhã e noite: meditações diárias, Charles Haddon Spurgeon.

quarta-feira, 1 de julho de 2020

"...no verão e no inverno, sucederá isto." ZACARIAS 14:8

As torrentes de água viva que fluem  de Jerusalém não se esgotam devido ao ressecante calor do solstício de verão, assim como não são congeladas pelos frios ventos do tempestuoso inverno. Alegre-se, ó minh'alma, na desobrigação de comprovar a fidelidade do Senhor. As estações mudam e você muda, mas o seu Senhor permanece eternamente o mesmo e as torrentes de Seu amor são tão profundas, tão amplas e tão plenas como sempre foram. Os rigores das procupações de trabalho e provações mordazes me fazem necessitar das refrescantes influências do rio de Sua graça; posso ir subitamente e beber da fonte inesgotável até que me sacie, pois emana abundantemente no verão e no inverno. As fontes superiores nunca são escassas e, louvado seja o nome do Senhor, as fontes inferiores também não falham. Elias encontrou Querite seca, mas Jeová ainda era o mesmo Deus de providência. Jó disse que seus irmãos eram como ribeiros enganosos, mas encontrou em seu Deus um transbordante rio de consolo. O Nilo é a grande segurança do Egito, mas suas cheias são variáveis; nosso Senhor é eternamente o mesmo. Ao desviar o Eufrates, Ciro tomou a cidade da Babilônia, mas nenhum poder, humano ou infernal, pode desviar o fluxo da graça divina. As rotas de rios antigos foram todas encontradas secas e assoladas, mas as torrentes que surgem nas montanhas da soberania e amor infinito de Deus estarão sempe cheias até a margem. Gerações dissolveram-se, mas o curso da graça é inalterado. O rio de Deus pode cantar mais verdadeiramente do que o ribeiro no poema -                                                            
                                                  Homens vêm, homens vão, 
                                                  mas eu fluo para sempre.


Como é feliz a minha alma por ser guiada junto de tais águas tranquilas! Nunca vagueie por outras torrentes a fim de que não ouça a repreensão do Senhor: "Agora, pois, que lucro terás indo ao Egito para beberes as águas do Nilo?"


REFERÊNCIA:
Spurgeon, Charles Haddon - manhã e noite: meditações diárias, Charles Haddon Spurgeon.