quarta-feira, 1 de julho de 2020

"...no verão e no inverno, sucederá isto." ZACARIAS 14:8

As torrentes de água viva que fluem  de Jerusalém não se esgotam devido ao ressecante calor do solstício de verão, assim como não são congeladas pelos frios ventos do tempestuoso inverno. Alegre-se, ó minh'alma, na desobrigação de comprovar a fidelidade do Senhor. As estações mudam e você muda, mas o seu Senhor permanece eternamente o mesmo e as torrentes de Seu amor são tão profundas, tão amplas e tão plenas como sempre foram. Os rigores das procupações de trabalho e provações mordazes me fazem necessitar das refrescantes influências do rio de Sua graça; posso ir subitamente e beber da fonte inesgotável até que me sacie, pois emana abundantemente no verão e no inverno. As fontes superiores nunca são escassas e, louvado seja o nome do Senhor, as fontes inferiores também não falham. Elias encontrou Querite seca, mas Jeová ainda era o mesmo Deus de providência. Jó disse que seus irmãos eram como ribeiros enganosos, mas encontrou em seu Deus um transbordante rio de consolo. O Nilo é a grande segurança do Egito, mas suas cheias são variáveis; nosso Senhor é eternamente o mesmo. Ao desviar o Eufrates, Ciro tomou a cidade da Babilônia, mas nenhum poder, humano ou infernal, pode desviar o fluxo da graça divina. As rotas de rios antigos foram todas encontradas secas e assoladas, mas as torrentes que surgem nas montanhas da soberania e amor infinito de Deus estarão sempe cheias até a margem. Gerações dissolveram-se, mas o curso da graça é inalterado. O rio de Deus pode cantar mais verdadeiramente do que o ribeiro no poema -                                                            
                                                  Homens vêm, homens vão, 
                                                  mas eu fluo para sempre.


Como é feliz a minha alma por ser guiada junto de tais águas tranquilas! Nunca vagueie por outras torrentes a fim de que não ouça a repreensão do Senhor: "Agora, pois, que lucro terás indo ao Egito para beberes as águas do Nilo?"


REFERÊNCIA:
Spurgeon, Charles Haddon - manhã e noite: meditações diárias, Charles Haddon Spurgeon.





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