sexta-feira, 24 de julho de 2020

O Evangelho de Marcos


Marcos 4. 1-12

1 E outra vez começou a ensinar junto ao mar, e ajuntou-se a ele grande multidão; de sorte que ele entrou e assentou-se num barco, sobre o mar; e toda a multidão estava em terra junto ao mar.
2 E ensinava-lhes muitas coisas por parábolas e lhes dizia na sua doutrina: 
3 Ouvi: Eis que saiu o semeador a semear.
4 E aconteceu que, semeando ele, uma parte da semente caiu junto ao caminho, e vieram as aves do céu e a comeram.
5 E outra caiu sobre pedregais, onde não havia muita terra, e nasceu logo, porque não tinha terra profunda.
6 Mas, saindo o sol, queimou-se e, porque não tinha raiz, secou-se.
7 E outra caiu entre espinhos, e, crescendo os espinhos, a sufocaram, e não deu fruto.
8 E outra caiu em boa terra e deu fruto, que vingou e cresceu; e um produziu trinta, outro, sessenta, e outro, cem. 
9 E disse-lhes: Quem tem ouvidos para ouvir, que ouça.
10 E, quando se achou só, os que estavam junto dele com os doze interrogaram-no acerca da parábola. 
11 E ele disse-lhes: A vós vos é dado saber os mistérios do Reino de Deus, mas aos que estão de fora todas essas coisas se dizem por parábolas, 
12 para que, vendo, vejam e não percebam; e, ouvindo, ouçam e não entendam, para que se não convertam, e lhes sejam perdoados os pecados. 

17 O REINO DE DEUS, MISTÉRIO REVELADO
Os seguidores de Jesus deveriam estar muito atentos ao que o ele ensinava, pois, a maneira que Cristo passou a ensinar as verdades do Reino de seu Pai exigiria dos ouvintes muita atenção e interesse, para não dizer iluminação divina.
Jesus foi o mestre por excelência, o maior contador de histórias do mundo. Usava as imagens com perícia e lançava mão de coisas simples para ensinar lições profundas.

1-3. O local onde Jesus apresentou uma das primeiras parábolas foi à beira-mar, que se presume seja o Mar da Galiléia. Uma multidão o apertava o que obrigou o Senhor a falar ao povo de dentro de um barco um pouco afastado da praia.

4. O solo à beira do caminho. Além de ser típico da região, o solo pode ficar endurecido com a passagem de muitos pés, assim, a semente ficou na superfície à vista de todos, e as aves a comeram. 

5, 6. O solo rochoso. Aqui não se trata de terra contendo pedras, mas uma grande rocha coberta com fina camada de terra. O calor do sol primeiro transformou esse solo em um local bom para uma rápida germinação e, a seguir, em uma área muito quente que secou a tenra plantinha. 

7. O solo com espinhos. Esses espinhos representam ervas daninhas espinhosas. Não havia arado que conseguisse arrancar as suas raízes de até trinta centímetros de profundidade. Em alguns lugares, esses espinheiros formavam uma cerca viva fechada, no meio da qual alguns pés de cereal até conseguiam crescer, mas ficavam medíocres e não carregavam a espiga.

8. O solo bom. Essa é a boa terra, a maior parte da semente foi semeada nesse tipo de solo. Vingou e cresceu. Não foi o fruto que vingou. Esses dois particípios referem-se à palavra outra, e, portanto, foi a semente que cresceu. 

9-12. O mistério. As parábolas eram o meio pelo qual Jesus passou a ensinar os mistérios Reino de Deus aos seus seguidores. O mistério é aquilo que o homem não pode conhecer à parte da revelação divina. Esse mistério é revelado a uns e ocultado a outros. As parábolas eram janelas abertas para a compreensão de uns e portas fechadas para o entendimento de outros. O mistério do reino é em última instância a mensagem total e completa do Evangelho (conf. Rm. 16:25, 26). O propósito das parábolas era instruir os neófitos sem revelar os pontos centrais da instrução àqueles que estavam de fora.



Por: Romildo C. Santos


REFERÊNCIAS:
AME.O Livro de Marcos. Santo André, SP. Ed. Mundo Cristão. 2015.
LOPES, Hernandes Dias. Comentários Expositivos Hagnos.

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