VERDADE 'VERSUS' AMOR
Nesta
semana, ouvi pela Internet a pregação de um pastor da minha própria denominação
que, desejando defender a vida transformada pelo Espírito Santo na qual
transborda o amor de Deus, acabou por atacar a única via de entrada para essa
transformação que é a fé na verdade do evangelho. Ele disse: “O evangelho de
Jesus não é de poder ou de verdade, mas de amor”. Ao fazer menção à “verdade”,
seu intento, exposto no decorrer da mensagem, era se referir à fé ortodoxa
defendida pelas igrejas históricas. Ele comparou os portadores dessa fé aos
judeus incrédulos que frequentavam a igreja de Roma, homens que criam que eram
justos por causa das obras da lei e que, com hipocrisia, faziam as mesmas
coisas que condenavam nos outros (Rm 2.17-24). Por meio dessa comparação ilegítima
– crentes que defendem a fé revelada com incrédulos que creem na salvação por
obras –, o pregador em questão abraçou a mensagem do amor e rejeitou a mensagem
da Sã Doutrina (Tt 2.1) como se elas fossem antagônicas.
Isso
revela uma característica perceptível na igreja dos nossos dias: a falta de
equilíbrio. Não estou, de modo algum, condenando a existência de posições
doutrinárias descritas por palavras que terminam com o sufixo “ismo” (ex.:
calvinismo, dispensacionalismo, pré-milenismo, etc.) – aliás, estamos fartos de
discursos vazios que atacam os “ismos” como se fossem doutrinas humanas
contrárias às Escrituras, discursos esses feitos por pessoas de mente oca que
sequer entenderam do que tratam tais doutrinas e que, ironicamente, também
abrigam conjuntos de crenças que se enquadram em algum “ismo”. Em lugar disso,
ao falar da falta de equilíbrio da igreja moderna, me refiro à dificuldade que
as pessoas têm de, diante de tensões teológicas e de conceitos amplos,
encontrar uma posição equilibrada que afirme e defenda “tudo” que as Escrituras
ensinam sem jogar fora verdades reveladas que não se ajustam facilmente ao
restante da revelação. Essa falta de equilíbrio surge quando, em lugar de se
lidar com conceitos complementares “aparentemente” contraditórios, a decisão é
afirmar uma realidade e negar outra. Foi exatamente o que fez o pregador
batista ao afirmar o “amor” e negar a “verdade” como se fossem conceitos
contraditórios e inconciliáveis.
Posições
como essa, além de serem fruto de uma teologia preguiçosa, demonstram total
falta de equilíbrio doutrinário no qual o teólogo não faz teologia “inventando”
posições originais, mas caminhando no meio da revelação e da ortodoxia sem
derrubar nenhum dos pilares ali assentados pelo Senhor – o teólogo não tem de
ser um pensador original, mas um exegeta fiel. Ainda que tais posições pareçam
advir de mentes abertas à frente do seu tempo, surgem de mentalidades obtusas
que, não podendo conviver com as dificuldades da revelação do Deus inefável,
criam uma “ditadura da liberdade”, já que não clamam por liberdade real, mas
pela imposição de posições pessoais que não passam de simulacros do ensino de
Cristo e de imitações mancas da doutrina do Mestre.
Nesse
caso em questão, o pregador errou ao opor o “amor” à “verdade”. Vou explicar
por quê. Em primeiro lugar, o amor cristão é fruto da verdade relevada. Não
adianta clamar aos incrédulos que amem, nem apontar-lhes o amor como caminho
para Deus. Jesus se apresentou como único meio de se chegar a Deus – algo que
aquele pregador parece discordar –, tornando impossível o sucesso daqueles que
buscam o Senhor por outros meios: “Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a
verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim” (Jo 14.6) – não há como
alguém se curvar diante de ídolos falsos e orar ao Deus verdadeiro. Jesus
também atrelou a salvação exclusivamente à fé nele: “Por isso, quem crê no
Filho tem a vida eterna; o que, todavia, se mantém rebelde contra o Filho não
verá a vida, mas sobre ele permanece a ira de Deus” (Jo 3.36 cf. Jo 20.30,31;
Rm 1.16,17). Assim sendo, só tem o amor verdadeiro ensinado por Deus aquele que
foi justificado pela fé em Cristo: “Tendo purificado a vossa alma, pela vossa
obediência à verdade, tendo em vista o amor fraternal não fingido, amai-vos, de
coração, uns aos outros ardentemente, pois fostes regenerados não de semente
corruptível, mas de incorruptível, mediante a palavra de Deus, a qual vive e é
permanente” (1Pe 1.22,23).
Em
segundo lugar, o amor cristão faz parte da verdade relevada. A ingenuidade
teológica dos defensores do antagonismo entre o amor e a Sã Doutrina fica
nítida quando ignoram que a doutrina bíblica é justamente quem ensina a amar. É
como se alguém antagonizasse as ações de “voar” e de “entrar em um avião” – só
pode voar quem está dentro de um aparelho voador. Do mesmo modo, só pode amar
aquele que, justificado e orientado pela Palavra de Deus, ama conforme o modelo
revelado pelo Senhor. O texto bíblico ensina: “Amarás o Senhor, teu Deus, de
todo o teu coração, de toda a tua alma, de todas as tuas forças e de todo o teu
entendimento; e: Amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Lc 10.27). Essas
palavras foram registradas nas Escrituras e fazem parte da doutrina ortodoxa.
Entretanto, esse não é todo o ensino bíblico. A Bíblia também ensina a ser
santo, a disciplinar o pecado, a evangelizar o perdido, a resistir ao diabo e a
glorificar a Deus. E nenhuma dessas coisas é contraditória, nem pode ser
desprezada em função de se valorizar um ou outro ensino. Devemos abraçar “toda
a doutrina” e servir a Deus “em tudo”.
Assim,
ter o amor como fonte “única” do acesso a Deus é uma deturpação nociva e
herética daquilo que nos foi confiado. Por isso, aqueles que desprezam a
verdade devem se arrepender e se afastar do erro que hipocritamente condenam
nos outros. Devem lembrar que o famoso discurso joanino sobre o amor (1Jo
4.7-21) é precedido pela identificação do ensino de Deus como “verdade”: “Nós
somos de Deus; aquele que conhece a Deus nos ouve; aquele que não é da parte de
Deus não nos ouve. Nisto reconhecemos o espírito da verdade e o espírito do
erro” (1Jo 4.6).
SEGURANÇA 'VERSUS'
PERDA DE SALVAÇÃO
Recentemente,
um pastor amigo me contou que travou certo debate no campo da Soteriologia em
que vários pastores defendiam a perda de salvação de crentes que caem em
pecado. Naturalmente, havia entre esses pastores alguns de igrejas pentecostais
– é muito frequente a teologia pentecostal defender a perda de salvação. O que
me surpreendeu foi saber que, entre os críticos da segurança de salvação, havia
vários pastores batistas e presbiterianos – por essa eu não esperava! Na
verdade, essa tem sido uma tendência crescente nas denominações históricas.
Para dizer a verdade, eu mesmo já travei esse debate várias vezes e, em todas
elas, notei traços nítidos daquele problema da igreja moderna: a falta de
equilíbrio teológico.
O
desequilíbrio nessa questão se vê em afirmações que não se cansam de se
repetir. Dizem: “Quer dizer que o crente que cai em pecado não perde a
salvação? Isso não é justo! ”. Essa afirmação ilegítima demonstra quão difícil
é para o homem conviver com a ideia da graça de Deus. Muitos crentes querem
falar da graça, mas viver por mérito – certo pastor me disse que o crente é
salvo pela graça, mas tem de merecer continuar salvo. Mal sabia ele como esses
conceitos são antagônicos desde a justificação gratuita do perdido: “Não foi
por intermédio da lei que a Abraão ou a sua descendência coube a promessa de
ser herdeiro do mundo, e sim mediante a justiça da fé. Pois, se os da lei é que
são os herdeiros, anula-se a fé e cancela-se a promessa” (Rm 4.13,14). Fica
claro que o homem não mereceu ser salvo (Rm 3.10-12) e que era totalmente justo
que ele fosse condenado ao inferno (Rm 1.18-20). Apesar disso, Deus
providenciou um substituto para receber a condenação pelo pecado dos homens, a
saber, o próprio Filho de Deus. Alguém poderia dizer “isso não é justo”, já que
se trata de punir o inocente e inocentar e abençoar o culpado. “Coitado de
Jesus”, diriam eles. “Morreu injustamente”. Mas, apesar de a justiça de Deus
ser cumprida nessa troca de réus, a punição não merecida por Jesus não tem a
ver com justiça, mas com graça. Foi sem precisar que Jesus morreu. Foi por
escolha amorosa que o Pai o enviou. Foi sem merecer que recebemos esse
benefício eterno. O justo era sermos condenados. A graça nos deu a salvação. A
justiça de Deus cumprida em Cristo foi a maior demonstração da graça amorosa
ilimitada do Senhor. Do mesmo modo gracioso, o crente é mantido justificado –
ainda sem merecer: “Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em
Cristo Jesus” (Rm 8.1 cf. vv.35-39).
Dizem
também: “Quer dizer que o crente que cai em pecado não perde a salvação? Então
ele pode pecar à vontade! ”. Eis uma prova de como o legalismo é atraente para
o homem. As pessoas parecem gostar de serem forçadas a servir em lugar de o
fazerem por amor àquele que nos salvou e que nos deu uma nova vida. Quem disse
que a ausência de condenação leva o crente a uma vida desregrada? Paulo, depois
de afirmar a salvação pela fé inteiramente de graça, responde a essa mesma
questão fruto do desequilíbrio em se conciliar a graça de Deus a e responsabilidade
do crente de se santificar: “Que diremos, pois? Permaneceremos no pecado, para
que seja a graça mais abundante? De modo nenhum! Como viveremos ainda no
pecado, nós os que para ele morremos? ” (Rm 6.1,2) – note como essa questão é
antiga. Na verdade, Paulo ainda ensina que a obediência devida a Deus não é
exercitada por meio da lei ou das ameaças contidas na lei. Em lugar disso, com
a regeneração e com a habitação do Espírito Santo, o homem, pela graça e
atuação divina, é levado à obediência que não poderia ter por si mesmo:
“Porquanto o que fora impossível à lei, no que estava enferma pela carne, isso
fez Deus enviando o seu próprio Filho em semelhança de carne pecaminosa e no
tocante ao pecado; e, com efeito, condenou Deus, na carne, o pecado, a fim de
que o preceito da lei se cumprisse em nós, que não andamos segundo a carne, mas
segundo o Espírito” (Rm 8.3,4). Ademais, Paulo afirma que o raciocínio de
associar a segurança de salvação com a liberdade para pecar é algo típico não
de crentes, mas de homens condenáveis que não conhecem a graça de Deus – motivo
pelo qual é de estranhar que crentes façam tal afirmação: “E por que não
dizemos, como alguns, caluniosamente, afirmam que o fazemos: Pratiquemos males
para que venham bens? A condenação destes é justa” (Rm 3.8).
Completam,
ainda: “Quer dizer que o crente que cai em pecado não perde a salvação? Quem
crê nisso é orgulhoso! ”. Que inversão grotesca de papeis! O orgulho não vem de
confessar nossa incapacidade de ser bom pelo esforço pessoal. A arrogância não
vem de reconhecer nossa inteira dependência da graça de Deus para ser salvo e
para continuar justificado: “Se tenho de gloriar-me, gloriar-me-ei no que diz
respeito à minha fraqueza” (2Co 11.30). O orgulho de verdade vem de se achar
que as ações pessoais conseguem impressionar Deus e fazer com que ele ache o
homem merecedor do céu. A arrogância nasce de se avaliar a própria vida como
compatível com a justiça e a santidade do Altíssimo. A jactância vem de se
dizer: “Eu sou melhor que meu irmão e mereço um prêmio que ele não merece! ”. A
mensagem da salvação pela graça, sem merecimentos, anula o orgulho do homem:
“Onde, pois, a jactância? Foi de todo excluída. Por que lei? Das obras? Não;
pelo contrário, pela lei da fé. Concluímos, pois, que o homem é justificado
pela fé, independentemente das obras da lei” (Rm 3.27).
A
falta de equilíbrio – até de pastores – em relação ao modo de conciliar a graça
de Deus, o impulso humano de buscar em si valor e merecimento pessoal e a
responsabilidade do crente de se santificar tem causado danos à Sã Doutrina e à
ortodoxia, mesmo nas igrejas que têm a tradição de serem seus arautos. Que, se
preciso for, nosso Senhor nos humilhe ainda mais para que reconheçamos nossa
inaptidão para o reino de Deus e magnitude da graça que nos torna cidadãos
desse mesmo reino!
SOBERANIA DE DEUS
'VERSUS' RESPONSABILIDADE HUMANA
Outra
área em que a falta de equilíbrio teológico é sentida na igreja brasileira dos
nossos dias é um ponto que, de fato, é delicado e de difícil lida – o que torna
o equilíbrio ainda mais necessário. Trata-se da relação entre a “soberania de
Deus” e a “responsabilidade humana”. Por exemplo, Deus ordena que o Faraó
liberte os israelitas: “Foram Moisés e Arão e disseram a Faraó: Assim diz o
Senhor, Deus de Israel: Deixa ir o meu povo, para que me celebre uma festa no
deserto” (Ex 5.1). Contudo, antes que a ordem chegasse a Faraó, Deus,
soberanamente, o impediu de atendê-la: “Mas eu lhe endurecerei o coração, para
que não deixe ir o povo” (Ex 4.21). Apesar de o próprio Deus lhe endurecer o
coração, o Faraó sofreria as consequências de desobedecer: “Digo-te, pois:
deixa ir meu filho, para que me sirva; mas, se recusares deixá-lo ir, eis que
eu matarei teu filho, teu primogênito” (Ex 4.23).
A
pergunta que surge diante dessa aparente contradição é natural: “Se Deus
decretou a desobediência do Faraó, como é que o mesmo Deus o condena por desobediência?
”. Na verdade, essa questão é tão antiga que Paulo a tratou na carta aos
Romanos. Depois de dizer que Deus tem “misericórdia de quem quer e também
endurece a quem lhe apraz” (Rm 9.18), ele supõe o questionamento dos ouvintes:
“Tu, porém, me dirás: De que se queixa ele ainda? Pois quem jamais resistiu à
sua vontade? ” (Rm 9.19). A dificuldade é que, em lugar de esclarecer a dúvida
de todos nós, Paulo simplesmente coloca seus leitores no devido lugar que lhes
cabe, afirmando que Deus tem pleno direito de, na posição de Criador, fazer o
que planejou sem dever explicações ao homem: “Quem és tu, ó homem, para
discutires com Deus?! Porventura, pode o objeto perguntar a quem o fez: Por que
me fizeste assim? Ou não tem o oleiro direito sobre a massa, para do mesmo
barro fazer um vaso para honra e outro, para desonra? ” (Rm 9.20,21).
Essa
ausência de resposta – mas não ausência de direção – tem feito teólogos, ao
longo da história, proporem soluções que expliquem o dilema. Porém, sem
equilíbrio, muitas dessas “soluções” têm causado danos nos pontos mais nobres e
sensíveis da revelação. Isso porque algumas “soluções” são encontradas mais ou
menos assim: “Se a soberania de Deus e responsabilidade do homem não combinam,
descarte uma delas! ”. Esse desequilíbrio tem gerado posições realmente
prejudiciais à Sã Doutrina.
Em
uma vertente há o hipercalvinismo. O hipercalvinista é alguém que afirma a
soberania de Deus negando a responsabilidade humana. Afirma que a justificação
do eleito se dá antes do seu nascimento, de modo que ele nem sequer nasce
culpado, mas justo – apesar de nascer pecador. Logo, nem é preciso
arrependimento ou conversão. Seu estado de justificação o precede e não exige
dele nem a salvação pela fé, nem o processo de santificação comum à vida de
quem é salvo. Na verdade, segundo a posição hipercalvinista, nem é necessária a
pregação do Evangelho para a salvação do eleito, pois ele já nasce salvo. Essa
doutrina absurda e destrutiva só não é pior porque não encontra muitos
defensores na igreja atual.
Do
outro lado estão o arminianismo e o teísmo aberto. Esses negam a soberania de
Deus a fim de preservar a responsabilidade humana. O arminiano não o faz
abertamente. Como um mágico com seus espelhos, ele faz jogos com palavras a fim
de negar o controle divino dos acontecimentos, sem dizer com todas as letras
que Deus não é soberano. Diz: “Deus faz sua vontade, mas o homem também tem de
querer”; “Deus escolhe, mas somente àqueles a quem ele sabe que irá crer”;
“Deus decreta, mas não obriga ninguém a fazer o que não quer” – afirmações tão
incoerentes e infantis que só podem ser defendidas por alguém realmente
decidido a negar a soberania. Seu irmão, o teísta aberto, também chamado
neoteísta, é mais coerente, porém, mais perigoso. Ele nega abertamente a
soberania de Deus, afirmando que “um Deus que controla não é um Deus que ama” e
que “se Deus tem propósito no sofrimento, ele é, então, o diabo”. Para afirmar
que Deus não tem nenhum controle sobre a história, nem qualquer prerrogativa
que diminua a liberdade humana, chega a negar que o Senhor conhece o futuro –
já que conhecer o futuro significa limitar a liberdade do homem de escolher aonde
quer chegar. No final, Deus nem sequer seria Deus. É uma posição horrível e
maligna (2Pe 2.1). O pior é que há muitos adeptos dessas heresias – mesmo nas
igrejas históricas – e o número tem crescido à medida que a Bíblia tem sido
deixada de lado.
Em
contraposição a isso tudo, o calvinismo, apesar de frequentemente ser tachado
de “orgulhoso”, mantém uma posição que exige humildade e fidelidade a Deus e à
sua Palavra. Dizem os calvinistas: “Eu não sei como exatamente se relacionam a
soberania de Deus e a responsabilidade humana – sou homem e sei que meu
pensamento não é tão alto como o do meu Senhor (Is 55.8,9; Rm 11.33-36). Mas
sei que Deus comanda tudo (Lc 12.32; Rm 9.11,16; Ef 1.4,5,11; Ef 2.8; 2Tm 1.9)
ao mesmo tempo que valoriza a obediência e pune com justiça a rebeldia do homem
(Jo 6.27-29; Rm 2.7; 1Co 9.24-27; 1Co 15.58; Gl 6.7-9), ainda que decretada por
Deus (Ex 10.1; Js 11.20; 2Cr 36.13; Is 63.17; Jo 12.40; Rm 11.8-10; 2Ts
2.11,12; 1Pe 2.8). Creio nisso porque as Escrituras afirmam as duas verdades
(Fp 2.12,13). Quando me perguntam como exatamente elas se relacionam, respondo
com humildade: ‘Não sei’! Porém, ainda que isso me custe a imagem pessoal,
defendo o que a Bíblia ensina e o que Deus revelou de si”. Aqui está o
equilíbrio teológico nessa questão: defender o que as Escrituras defendem.
Mesmo que balancemos um pouco diante das dificuldades, dos conflitos e das
tensões, quem nos equilibra e sustenta é o próprio Deus que nos deu sua Palavra
inerrante.
LEGALISMO 'VERSUS'
ANTINOMISMO
Alguém
já disse que “vida cristã é teologia posta em prática”. Assim, desequilíbrios e
exageros teológicos influenciam também o dia a dia dos cristãos. Nesse campo,
uma dificuldade é conciliar os conceitos da santificação e da liberdade cristã.
Sem encontrar o equilíbrio doutrinário que acomoda os dois valores, pessoas
têm, do mesmo modo que em outras áreas, valorizado um deles e desprezado o
outro. Os resultados são afrontosos para a graça de Deus e vergonhosos para a
igreja cristã.
De
um lado, há os que valorizam a santificação ignorando a liberdade que temos em
Cristo. O resultado é o que chamamos de legalismo. O legalista acredita que
Deus só aceita pessoas que, com suas ações, se tornam dignas de estar com ele.
Nesse sentido, duas vertentes surgem nas igrejas. A primeira é a judaizante.
Trata-se de grupos que querem merecer o céu por meio da guarda da lei judaica.
Guardam o sábado – ou o domingo –, evitam alimentos considerados imundos pelo
código mosaico e acreditam que são o Israel dos dias modernos. A outra vertente
guarda regras que são fruto da sua própria imaginação ou da interpretação
superficial e equivocada das Escrituras. Esses costumam atrelar a salvação e a
santificação a regras do tipo: “O homem não pode usar bermuda”, “a mulher não
pode usar calça”, “o homem não pode ter barba”, “a mulher não pode cortar o
cabelo”, “é proibido ter televisão em casa”, “é obrigatório usar véu na
igreja”. É claro que nem um nem outro conseguem guardar tais leis, ignorando
que essa falha é fatal para seu sistema doutrinário: “Pois qualquer que guarda
toda a lei, mas tropeça em um só ponto, se torna culpado de todos” (Tg 2.10).
Apesar
de isso tudo ser contrário ao ensino bíblico, é impressionante como as pessoas
ficam fascinadas pelo legalismo (Gl 3.1-5) e como membros de igrejas históricas
têm se encantado por programas de televisão do Adventismo do Sétimo Dia. Junto
com informações bíblicas, históricas e arqueológicas, esses programas ensinam a
busca de Deus por meio da obediência à lei de Moisés – como um veneno insípido
e inodoro dentro de uma bebida aprazível. Conheço até pastores batistas que
afirmam que o crente pode guardar a Lei se quiser.
De
outro lado, há os que desprezam o legalismo, mas valorizam um tipo distorcido
de liberdade cristã. Quem faz isso segue um sistema perverso chamado
antinomismo. Segundo o significado da palavra, o antinomista é alguém que se
opõe à lei. Na prática, é uma pessoa que despreza qualquer tipo de norma
bíblica para viver o que ele “imagina” ser a liberdade cristã, caindo, contudo,
em uma vida totalmente desregrada e dissoluta. Esses têm por característica se
apresentar como pensadores à frente do seu tempo. Como em um tipo de
gnosticismo, negam a interpretação normal da Bíblia, os séculos de história da
igreja e da teologia cristã e quaisquer traços que os façam parecer com a
igreja de outros tempos.
Normalmente
assentados sobre a teologia liberal e filosofias de homens incrédulos e
inimigos de Deus, defendem que o Senhor não se importa com o que o homem faz.
Distorcem o caráter de Deus para lhe suprimir a justiça e lhe maquiar com um
amor permissivo e perverso que, a exemplo do “falso deus” do livro A Cabana,
considera até os piores incrédulos como “apenas alguns dos meus meninos se
mostrando e fazendo beicinho” (W. P. Young, A Cabana, p.81). O ápice da
demonstração desse desregramento se dá no campo do relacionamento sexual. Por
isso, cada vez mais se veem com normalidade jovens que mantêm relacionamento
sexual fora do casamento, pessoas não casadas que vivem juntas sem qualquer
acanhamento e até casais que trocam de parceiros na sua intimidade, tudo isso
diante da “vista grossa” de igrejas que se dizem “amorosas” e “sábias” –
gostaria eu de dizer que essa é uma característica singular das igrejas
emergentes e não de igrejas ligadas a denominações históricas.
Em
lugar dessas mazelas, as Escrituras equilibram os dois conceitos em uma vida
santa de verdadeira liberdade. Em primeiro lugar, o Novo Testamento informa que
a lei condena o homem a fim de ele se sentir necessitado de Cristo (Rm 3.20;
5.20; 7.7; Gl 3.22,24), que ela aponta para realidades que seriam cumpridas em
Cristo (Cl 2.16,17) e que ninguém pode ser salvo pela guarda de lei (Mc 7.9; Rm
3.28; Gl 2.16,21) – o Novo Testamento não apenas abole a lei como o modo de servir
a Deus depois de Cristo (Rm 6.14; Hb 7.12; 8.13), como condena terminantemente
a guarda dos estatutos da lei mosaica (Gl 3.10; 4.9-11; 5.2-4; Cl 2.20-23).
Reprovando o legalismo instaurado por falsos mestres judaizantes nas igrejas da
Galácia, Paulo diz: “Para a liberdade foi que Cristo nos libertou. Permanecei,
pois, firmes e não vos submetais, de novo, a jugo de escravidão” (Gl 5.1).
A
Palavra de Deus balanceia a abolição do legalismo com o ensino do que é a
verdadeira liberdade cristã – não sendo “ausência” de senhor, mas “mudança” de
senhor: “Agora, porém, libertados do pecado, transformados em servos de Deus,
tendes o vosso fruto para a santificação e, por fim, a vida eterna” (Rm 6.22 –
ver Rm 6.18; 1Co 7.22). Assim, não cabe, na vida de liberdade do pecado, viver
novamente sob seu domínio: “Que diremos, pois? Permaneceremos no pecado, para
que seja a graça mais abundante? De modo nenhum! Como viveremos ainda no
pecado, nós os que para ele morremos? (Rm 6.1,2 – ver 2Pe 2.18,19). Por isso,
estão longe de servir a Deus aqueles que usam o conceito da liberdade para
viver desregradamente: “Como livres que sois, não usando, todavia, a liberdade
por pretexto da malícia, mas vivendo como servos de Deus” (1Pe 2.16). O mesmo
Paulo, na carta em que disse “não vos submetais, de novo, a jugo de escravidão”
(Gl 5.1), demonstrou equilíbrio teológico e completou: “Porque vós, irmãos,
fostes chamados à liberdade; porém não useis da liberdade para dar ocasião à
carne” (Gl 5.13).
RIGOR EXTREMADO
'VERSUS' PERMISSIVIDADE
O
próximo ponto em que o desequilíbrio teológico se faz notar é muito parecido
com o anterior, mas tem certas peculiaridades que o distinguem. Enquanto a
falta de equilíbrio que produz o legalismo e o antinomismo leva a posições
heréticas que desfiguram o cristianismo e a igreja – dando origem a seitas,
inclusive –, a questão agora abordada se dá no seio da igreja verdadeira, a
qual repele as heresias e mantém a ortodoxia. Assim sendo, esse problema não
vejo exatamente em seitas e movimentos paraeclesiásticos, mas dentro da minha
própria igreja – muitos pastores dirão o mesmo. Nesse caso, a questão do
desequilíbrio teológico não está em interpretar hereticamente as Escrituras,
mas em supervalorizar certos ensinos e suprimir outros, produzindo posições e condutas
dentro da igreja cristã que certamente não foram pretendidas ou exemplificadas
por nosso Senhor – normalmente, servindo de motivação ou de desculpa para que
cada um dê vazão ao seu próprio caráter em lugar de submetê-lo a Cristo.
A
balança pesa entre as orientações a respeito da disciplina e do amor. No
primeiro caso, certo número de pessoas valoriza a disciplina bíblica, a
santidade e o testemunho cristão – todas essas coisas são fundamentais para a
igreja. O problema não é valorizar tais bens, mas valorizá-los anulando a
paciência amorosa que se tem no processo de santificação alheio e em certas
coisas que, apesar do desenvolvimento cristão, as pessoas não conseguirão
resolver ou abandonar até que sejam glorificadas. O resultado de se anular a
paciência (1Co 13.4), a esperança (1Co 13.7), o perdão (Lc 17.3,4) e a
disposição de suportar os irmãos (Cl 3.13) produz um traço desse desequilíbrio:
o rigor extremado. Nesse caso, tais irmãos vivem certo tipo de perfeccionismo –
normalmente não aplicado a elas mesmas, mas somente aos outros – no qual
ninguém obtém a aprovação de quem é rigoroso. A roupa nunca está boa, a pessoa
nunca canta bem o suficiente, as outras famílias sempre têm defeitos, as
crianças nunca são educadas e o jeito dos outros sempre incomoda – ninguém é
digno ou bom suficiente para agradar os que são extremamente rigorosos, a não
ser, talvez, parentes e amigos. Os líderes da igreja também são alvos desses
carrascos: o pastor não prega bem, o diácono se veste mal e os dirigentes de
departamentos não fazem bem o trabalho como elas fariam. Por causa disso, uma
exortação vinda de qualquer um deles é considerada como uma ofensa de morte e
nunca como um necessário remédio contra o pecado e contra a rebeldia diante de
Deus. É muito difícil conviver com gente assim – a igreja toda sofre. Estão
sempre de cara feia, sempre em uma postura de quem está julgando e reprovando
tudo.
Por
outro lado, há os que, repudiando essa postura insuportável e destrutível de
rigor extremo, assumem a postura de valorizam o amor, a paciência e a
compreensão, mas ignoram a santidade da igreja e a disciplina bíblica. O
resultado é outro extremo do desequilíbrio: a permissividade. Para tais
pessoas, disciplinar o pecado obstinado de alguém é sinal de falta de amor,
pois, para elas, é melhor o pecador que não se arrepende estar dentro da igreja
que fora – ignoram o fato de que isso afeta toda a igreja e promove mais pecado
e mau testemunho (1Co 5.6-8; 15.33; Gl 5.9; 2Tm 2.17). Os permissivos se
esquecem de que ignorar o pecado não é sinal de amor, mas sim um ato de
desobediência à ordem de Jesus de disciplinar o erro para que aja correção, no
caso de arrependimento, e proteção da igreja, no caso de obstinação (Mt
18.15-17). Tratam a igreja como se fosse um clube no qual as pessoas vão para
se divertir e que não importa o que fazem fora dali. São normalmente movidas a
isso por uma ingenuidade teológica e um desconhecimento assustador das
Escrituras ou por medo de terem seus próprios pecados tratados pelos outros
casos apontem os erros de um irmão. De qualquer modo, essa postura é tão danosa
quanto a primeira. Enquanto a primeira posição, o rigor extremado, é pecado e
cria um ambiente destrutivo, a segunda, a permissividade, abre as portas para o
pecado e para a atuação do inimigo no meio dos crentes.
O
curioso é que, em certos casos, alguns irmãos mantêm um tipo de esquizofrenia
em que são, por um lado, rigorosas para com aqueles de quem não gostam muito e,
por outro, permissivas para com os amigos. Ou, pior – e mais comum –, rigorosas
com os outros e indulgentes consigo mesmas. Naquilo em que querem que os irmãos
sejam pacientes para com elas, demonstram extrema impaciência e falta de
empatia no caso dos outros. Tais pessoas têm muita dificuldade em notar suas
próprias fraquezas. Ao lerem esse texto, provavelmente dirão “exatamente...
aquele outro irmão é desse jeito”, ou, ao compreendê-lo, manterão a
autoindulgência e serão rigorosas com o pastor – isso é uma certeza quase
matemática. De qualquer modo, esses também são traços de um desequilíbrio
pecaminoso.
O
equilíbrio é encontrado nas Escrituras quando associamos todos os seus ensinos
e decidimos não ignorar nenhum deles – releia os textos bíblicos, um por um,
apontados acima. Apesar de ser uma tarefa árdua lidar com tensões desse tipo,
Paulo nos ajuda muito nessa questão ao dizer aos cristãos da Galácia: “Irmãos,
se alguém for surpreendido nalguma falta, vós, que sois espirituais, corrigi-o
com espírito de brandura; e guarda-te para que não sejas também tentado” (Gl
6.1). Aqui, Paulo enfatiza a necessidade da disciplina bíblica, mas feita de
certo modo a conter o amor cristão, o tratamento benigno e o objetivo de
corrigir e restabelecer o pecador, ao mesmo tempo que se está atento à sua
própria condição. As soluções extremas ficam reservadas para condições
extremas. Para as situações mais frequentes do dia a dia, o indicado é o
equilíbrio bíblico entre o amor cristão e a santidade daqueles que foram
chamados para ser santos. Essa será, certamente, uma guerra de batalhas
diárias. Porém, o benefício não será somente o equilíbrio teológico, mas uma
vida equilibrada pelos ensinos e exemplos do Mestre.
VERDADE SEM VIDA
'VERSUS' VIDA SEM VERDADE
Posições
extremas são comuns em todas as esferas da vida humana. Não que não haja
situações extremas em que posições radicais sejam exigidas. A dificuldade é ter
sabedoria para reconhecer essas situações, assim como aquelas que exigem
reações e posições mescladas de mais de um tipo de valor. A tensão entre a fé e
as obras no âmbito da vida cristã é uma dessas situações que exigem equilíbrio
e valorização de tudo que a Bíblia encarece, mas que, infelizmente, testemunha
extremismos perniciosos dos dois lados.
Por
um lado, há um grupo formado por pessoas que se lançam à busca de um
aprendizado teológico em níveis cada vez mais avançados. Eles tentam fazer jus
ao legado dos teólogos do passado, os quais abriram clareiras enormes na
floresta teológica que há nas Escrituras. Nesse grupo se encontram teólogos,
tradutores, exegetas, professores, apologistas, escritores e pessoas
apaixonadas pelo estudo da Bíblia, da hermenêutica, da história de Israel e da
história da igreja cristã. Mas, apesar de isso ser bom e necessário à igreja,
há aqueles que fazem disso uma finalidade em si mesma. Assim, eles subvalorizam
totalmente a prática da vida cristã, esquecendo-se que do conhecimento da
verdade deve obrigatoriamente brotar uma vida exemplar – vale lembrar que a
Bíblia associa a integridade doutrinária à frutificação de boas obras (Tt
2.7,8).
Podemos
nomear tal posição como verdade sem vida, ou seja, uma busca pela verdade
revelada sem permitir que ela produza uma vida nova e operosa no amor de Cristo
e no testemunho do evangelho. São plantas bem regadas que só produzem galhos
secos. Normalmente, tais pessoas desenvolvem um orgulho muito grande, têm um
conceito altíssimo de si mesmos e tendem a desprezar todos os que são
diferentes deles e os que não chegaram ao seu nível de aprendizado – se é que
realmente o atingiram. Essa não é uma situação nova, já que as gerações
posteriores à Reforma Protestante acabaram por desenvolver uma atitude
semelhante. Esta, aliás, teve de ser corrigida em movimentos como o puritanismo
e o pietismo, que enfatizaram a santidade e transformação de vida e a comunhão
com Deus.
Por
sua vez, o segundo grupo valoriza a atuação cristã em detrimento do estudo
teológico, cuja posição podemos classificar de vida sem verdade. Esses,
normalmente desqualificados como teólogos e exegetas, tendem a desprezar o
conhecimento que não têm – como na fábula da raposa que despreza as uvas
inalcançáveis. Por isso, desprezam a teologia, os seminários, as línguas
originais e até o hábito da leitura. O evangelho, para eles, não passa de
atividades religiosas e de assistencialismo cristão. “Basta amar”, pensam.
Quanto aos integrantes dessa posição, trata-se de um grupo bastante
heterogêneo. Parte desse grupo se apresenta como “intelectual”, buscando
sabedoria não na Bíblia, mas em meios puramente seculares. Outra parte é
formada por pessoas que ignoram qualquer tipo ou veículo de conhecimento e suas
práticas religiosas se baseiam inteiramente na intuição e no desejo de
interagir com o sobrenatural.
Os
integrantes desse grupo de “vida sem verdade” costumam citar erroneamente e
fora de contexto os dizeres de Paulo: “A letra mata, mas o espírito vivifica”
(2Co 3.6). Citam esse texto como se o assunto não fosse a reprovação do
legalismo, mas a reprovação do estudo bíblico – quem fala uma bobagem desse
tipo, realmente precisa estudar a Bíblia. Eles têm muita garra, mas pouco ou
nenhum entendimento – para eles, pode-se aplicar a avaliação de Paulo sobre os
judeus dos seus dias: “Eles têm zelo por Deus, porém não com entendimento” (Rm
10.2). O fato é que não é verdade que Deus está interessado apenas nas
intenções e no esforço das pessoas. Ele quer que suas orientações, registradas
em sua Palavra, sejam obedecidas. Por isso, apesar da operosidade, a ignorância
bíblica faz com que o esforço desses se perca em ações mal direcionadas e, às
vezes, prejudiciais à causa do Mestre.
As
Escrituras dão o tom do equilíbrio sobre que pilares devem sustentar a vida da
igreja de Cristo. A Sã Doutrina é um desses pilares (Tt 2.1) e desprezá-la
significa abrir a porta ao erro e ao pecado (1Tm 1.9,10; 2Tm 4.3) – o fato de
Paulo encarecer a Sã Doutrina nas cartas a Timóteo e Tito, nas quais fala sobre
a prática da igreja, deveria bastar. Assim, esforçando-se para conhecer a
verdade revelada (At 17.11; 2Co 4.2; 1Tm 4.13; 2Tm 2.15 – cf. Hb 5.11-14), o
crente deve se dedicar à tarefa de manter uma vida operosa (2Co 9.8; Ef 2.10;
2Ts 2.17, Tt 2.14), proclamando as boas novas de Cristo (1Pe 2.9,12) e amando
de verdade os irmãos (Hb 10.24; 1Jo 1.7; 2.6). Deve-se lembrar que sem a
verdade e sem a correção que a verdade requer e produz, nenhuma “boa obra” é
realmente boa (2Tm 2.21; 3.16,17). Resumindo, a maneira correta de encarar a
tensão entre fé e obras no dia a dia dos crentes é verdade com vida, ou uma
vida dirigida integralmente pela verdade. Portanto, que haja nos crentes
verdadeiro equilíbrio “a fim de viverdes de modo digno do Senhor, para o seu
inteiro agrado, frutificando em toda boa obra e crescendo no pleno conhecimento
de Deus” (Cl 1.10).
AUTOR: Pr. Thomas Tronco
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