sexta-feira, 20 de março de 2020

"...meu amado..." CÂNTICO DOS CÂNTICOS 2.8

Esse era um nome de ouro pelo qual a igreja antiga, em seus momentos mais alegres, costumava chamar o Ungido do Senhor. Quando o tempo do canto dos passáros chegou, e a voz da rola foi ouvida em sua terra, sua canção de amor foi a mais doce entre todas enquanto cantava: "O meu amado é meu, e eu sou dele; ele apascenta o seu rebanho entre os lírios." Sempre em seus louvores ela o chama por esse nome encantador: "Meu amado!" Mesmo no longo inverno, quando a idolatria seca o jardim de Deus, seus profetas encontram espaço para colocar o fardo do Senhor um pouco de lado e dizer, como Isaías: "Agora, cantarei ao meu amado o cântico do meu amado a respeito de sua vinha." Embora os santos nunca tivessem visto Sua face, embora Ele ainda não tivesse se feito carne nem habitado entre nós, nem o homem tivesse vislumbrado a Sua glória, Ele sempre foi a consolação de Israel, a esperança e a alegria de todos os escolhidos, o "Amado" de todos os que se punham diante do Altíssimo, Nós, nesses dias de verão da igreja, também estamos acostumados a falar de Cristo como o mais Amado de nossa alma, e a sentir que Ele é muito precioso, o "primeiro entre dez mil, e totalmente adorável." Tão verdadeiro é que a igreja ama a Jesus e declara que Ele é o seu Amado, que o apóstolo ousa desafiar todo o universo a separá-la do amor de Cristo, e declara que nem a perseguição, nem a angústia, aflição, perigo ou espada são capazes de fazê-lo, pois, ele alegremente se orgulha: "Em todas estas coisas, porém, somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou."
  Ah, que conheçamos mais de ti, pois é o sempre precioso! 
                        Minha única posse é o Teu amor:
                        Abaixo da terra, ou acima no céu;
                        Eu não tenho nenhum outro lugar,
                        E, embora com terno fervor eu ore;
                        Eu te importune dia a dia,
                        Não te peço nada mais.



REFERÊNCIA:
Spurgeon, Charles Haddon - manhã e noite: meditações diárias, Charles Haddon Spurgeon.


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