A pressão mental que surgia da luta de nosso Senhor contra a tentação forçou tanto a Sua fronte a um anseio anormal, que Seus poros suaram grandes gotas de sangue que caíram no chão. Isso prova quão tremendo deve ter sido o peso do pecado quando ele conseguiu atingir o Salvador, de modo que Ele destilou grandes gotas de sangue! Isto demonstra o grande poder de Seu amor. É uma bela observação de Isaac Ambrose [N.E.: Teólogo inglês puritano do século 17], que a seiva que exala da árvore que não foi cortada é sempre a melhor. Essa árvore preciosa rendeu doces perfumes quando foi ferida por chicotes nodosos e quando foi perfurada pelos pregos na cruz; mas veja, ela exala melhores perfumes quando não há chicote, ou prego, ou ferida. Isso demonstra a voluntariedade dos sofrimentos de Cristo, pois, sem que tivesse sido ferido por uma lança, Seu sangue fluiu livremente. Sem necessidade de sanguessugas ou de faca; ele brota espontaneamente. Sem necessidade de governantes gritarem: "Brote, ó poço"; de si fluem torrentes escarlates. Se os homens sofrem grande dor de cabeça, aparentemente o sangue corre para o coração. As bochechas empalidecem; um desmaio vem; o sangue vai para o centro como se para nutrir o homem interior enquanto ele passa por sua provação. Mas veja o nosso Salvador em Sua agonia; Ele estava tão completamente alheio a si mesmo, que em vez de Sua agonia levar Seu sangue ao coração para nutri-lo, ela o levou para fora, para orvalhar a terra. A agonia de Cristo, na medida em que derramava Seu sangue no chão, mostra a plenitude de orfeta que Ele faz aos homens.
Não perceberemos quão intensa deve ter sido a luta pela qual Ele passou e não ouviremos Sua voz nos dizendo: "Na vossa luta contra o pecado, ainda não tendes resistido até ao sangue"? Contemplem o grande Apóstolo e Sumo Sacerdote da nossa fé, e suem até sangue ao invés de cederem ao grande tentador de suas almas.
REFERÊNCIA:
Spurgeon, Charles Haddon - manhã e noite: meditações diárias, Charles Haddon Spurgeon.
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