segunda-feira, 16 de março de 2020

O Evangelho de Marcos

Marcos 1. 29-39

29 E logo, saindo da sinagoga, foram à casa de Simão e de André, com Tiago e João.
30 E a sogra de Simão estava deitada, com febre; e logo lhe falaram dela.
31 Então, chegando-se a ela, tomou-a pela mão e levantou-a; e a febre a deixou, e servia-os.
32 E, tendo chegado a tarde, quando já estava se pondo o sol, trouxeram-lhe todos os que se achavam enfermos e os endemoninhados.
33 E toda a cidade se ajuntou à porta.
34 E curou muitos que se achavam enfermos de diversas enfermidades e expulsou muitos demônios, porém não deixava falar os demônios, porque o conheciam.

7. Muitas Pessoas Foram Curadas
Jesus usa seu dia de descanso para socorrer os aflitos. Jesus nunca esteve demasiado cansado para ajudar as pessoas. A necessidade delas era mais importante do que seu próprio desejo de descanso. Ele foi à sinagoga de manhã, ensinou e libertou e, agora, vai à casa de Pedro para curar sua sogra. Na sinagoga, o milagre foi público, na casa de Pedro, longe dos holofotes. Ele não precisava de público para fazer uso do seu poder.

Os discípulos levaram seus problemas a Jesus. “E logo lhe falaram a respeito dela” (1.30). “E rogaram-lhe por ela” (Lc 4.38). Pedro era um homem casado e sua sogra morava com ele. Quando esta ficou enferma, os discípulos levaram o problema a Jesus. Falaram para ele sobre a enfermidade. Nós, de igual modo, devemos levar nossas causas ao Senhor.

Jesus mostrou autoridade e poder, sobre o mundo físico e também sobre o espiritual.

35 E, levantando-se de manhã muito cedo, estando ainda escuro, saiu, e foi para um lugar deserto, e ali orava.
36 E seguiram-no Simão e os que com ele estavam.
37 E, achando-o, lhe disseram: Todos te buscam.
38 E ele lhes disse: Vamos às aldeias vizinhas, para que eu ali também pregue, porque para isso vim.
39 E pregava nas sinagogas deles, por toda a Galiléia, e expulsava os demônios.

8. Homem de Oração
Três fatos são dignos de observação acerca do ministério de oração de Jesus:

Em primeiro lugar, o cansaço físico não impedia Jesus de orar. Jesus se levantou alta madrugada, depois de um dia intenso de trabalho, e foi para um lugar deserto para orar. Ali ele derramou o seu coração em oração ao seu Pai celestial. Ele tinha plena consciência que não podia viver sem comunhão com o Pai, por meio da oração. Jesus entendia que intimidade com o Pai precede o exercício do ministério.

Em segundo lugar, a oração para Jesus era intimidade com o Pai e não desempenho diante dos homens. Jesus buscava mais intimidade com o Pai do que popularidade. Ele era homem do povo, mas não governado pela vontade do povo. Sempre que os homens o buscaram apenas como um operador de milagres, viu nisso uma tentação, mais do que uma oportunidade e refugiava-se em oração.

Em terceiro lugar, Jesus dava mais valor à comunhão com o Pai do que ao sucesso diante dos homens. A multidão desejava ver a Jesus novamente, mas não para ouvir sua Palavra, porém, para receber curas e ver operações de milagres.Certamente Pedro não discerniu a superficialidade da multidão, sua incredulidade e sua falta de apetite pela Palavra de Deus. Todo pregador é fascinado com a multidão, mas Jesus algumas vezes, fugiu dela para refugiar-se na intimidade do Pai através da oração.


Jesus se dedicou totalmente à oração e à sua missão de anunciar a mensagem do governo de Deus.



Por: Romildo Coelho dos Santos.
REFERÊNCIAS:
AMME. O Livro de Marcos. Santo André, SP. Ed. Mundo Cristão. 2015.
LOPES, Hernandes Dias. Comentários Expositivos Hagnos.


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